Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

Notícias

06.02.2013
Tempo de leitura: 3 minutos

Saiba o que aconteceu no painel Social Good, na Campus Party 2013

A utilização da tecnologia em prol de melhorias sociais é um dos temas da Campus Party 2013. Para contribuir com a discussão, realizamos o painel Social Good.

Painel Social Good aconteceu na Campus Party 2013

A utilização da tecnologia em prol de melhorias sociais é um dos temas centrais da Campus Party 2013. Para contribuir com a discussão, além de promover o Desafio Tecnologias que Transformam e trazer a palestra de Marc Prensky realizamos, no segundo dia de evento, o painel Social Good, mediado por Fernanda Bornhausen Sá.
Veja um pouco do que foi discutido por lá:
– Patrícia Santin, gerente de nossa área de Infância e Adolescência, falou sobre a campanha “É da nossa conta! Trabalho infantil e adolescente”, que, embora tenha realizado mobilizações presenciais em grandes cidades brasileiras, teve nas redes sociais o maior aliado. “Foi possível impactar e informar milhões de pessoas graças à tecnologia”, destacou.
– A Internet aumentou o alcance também das ações do Greenpeace. Segundo Amanda Fazano, coordenadora de captação de recursos online da entidade, antes de utilizar o potencial do meio digital de maneira otimizada, a maior parte dos recursos captados vinha das ruas, do diálogo direto. “Hoje, a Internet é o meio mais fácil para mobilizar pessoas e viralizar ações”, afirmou.
– Outro exemplo de tecnologia que encurta caminhos e amplifica a voz de cidadãos é a plataforma Change.org, na qual as pessoas podem criar petições e abaixo-assinados online. Segundo Lucas Pretti, é mais ou menos como se fosse um Youtube de petições: “Quem produz o vídeo é o usuário, não o Youtube. No caso da Change.org, quem cria a petição é o cidadão. Nós somos a plataforma”.
– Quem também participou da conversa foi a jovem Isadora Faber. Ela contou como surgiu a ideia de criar a página Diário de Classe e compartilhou as dificuldades que tem enfrentado por conta disso. “Alguns professores vão de sala em sala e dizem que sou contra a escola. Por isso, muitos alunos não me apoiam. Mas eu não vou desistir. Educação é assunto sério e vale a pena continuar”, disse.
Ativismo é ativismo
Um consenso entre os especialistas que passaram pelo painel é que, quando se fala em ativismo, não existe barreira ou diferenciação entre online e offline. “As ações no ambiente virtual buscam gerar mudanças práticas, palpáveis. A Internet é apenas um meio ”, comentou Amanda, do Green Peace.
Lucas citou o exemplo da Change.org para concordar com a colega: “Em nosso site, as pessoas criam petições e abaixo-assinados online para resolver assuntos off-line”. Já Fernanda Sá, que mediou a conversa, simplificou dizendo que o online fortalece o off-line.
Ativismo de sofá também vale
Uma pessoa da plateia questionou a relevância dos chamados ativistas de sofá – aqueles que só se manifestam no ambiente digital. Patrícia Santin, no entanto, disse não se sentir incomodada e defendeu a importância desse público. “Eles podem não ir à rua protestar, mas fazem volume. Ajudam a repercutir causas sociais e a impactar outras pessoas”, concluiu.


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