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29.05.2009
Tempo de leitura: 4 minutos

Brasil é o 4º maior poluidor do clima global por causa da destruição das florestas

O Programa Voluntários Telefônica abre a Semana do Meio Ambiente com informações alarmantes quando se fala em clima global. Acompanhe!

O título de maior poluidor do clima global ocorre por causa da destruição das florestas

O Programa Voluntários Telefônica abre a Semana do Meio Ambiente com informações alarmantes quando se fala em preservação das nossas florestas: em todo o planeta, restam apenas 22% da cobertura florestal original. Dados do Greenpeace mostram que a Europa Ocidental já perdeu 99,7% de suas florestas primárias; a Ásia, 94%; África, 92%; Oceania, 78%; América do Norte, 66%; e América do Sul, 54%. No Brasil, a destruição das matas nativas é ainda um fato recorrente.

Na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, sua destruição contribui com aproximadamente 20% das emissões totais de gases de efeito estufa, o que nos coloca em 4º lugar no ranking dos maiores poluidores globais, logo atrás da Indonésia. Cerca de 75% do CO² liberado para a atmosfera é causado pelas queimadas e desmatamentos desta região, que atinge milhares de quilômetros quadrados por ano.

O avanço da pecuária e do cultivo de soja são os principais responsáveis pelos desmatamento  abusivo, bem como a exploração dos recursos da floresta de maneira irracional, como a derrubada de árvores descontroladamente pela indústria madeireira. Conter a destruição das florestas se tornou uma prioridade mundial, e não apenas um problema brasileiro. Especialistas afirmam que para combater as mudanças climáticas, é necessário acabar com o desmatamento em no máximo dez anos.

Mata AtlânticaDados divulgados nesta semana pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que no período de 2005 a 2008 foram desmatados ao menos 102.938 hectares de cobertura florestal nativa, ou dois terços do tamanho da cidade de São Paulo.  “Os dados avaliados no período mostram que o desmatamento continua na Mata Atlântica e é cada vez mais urgente a atuação efetiva do poder público”, alerta Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora deste levantamento. “É urgente fazer com que as pessoas entendam que a nossa vida depende da floresta e participem deste esforço em prol da proteção deste bioma tão ameaçado”, completa.

A área compreendida pela Mata Atlântica abrangia originalmente 1,36 milhão de km² e estendia-se ao longo de 17 Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí). Nesta região, vivem cerca de 112 milhões de habitantes, ou mais de 67% da população do País. Por isso, proteger o que ainda resta de floresta original é uma questão de sobrevivência para esta população.

O levantamento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica mostra que Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Bahia são as áreas mais críticas, pois são os Estados que mais possuem floresta em seu território e, por isso, têm grandes áreas desmatadas em números absolutos. “É preciso conter este desmatamento, melhorando os trabalhos de fiscalização e, principalmente, criando políticas públicas, mecanismos e incentivos que valorizem a floresta em pé, se quisermos garantir água em qualidade e em quantidade, clima regulado e outros serviços ambientais”, explica Márcia. As informações atuais mostram que a área original da Mata Atlântica está reduzida a 7,91%, ou seja, mais de 92% já foi devastado.

Os benefícios para a biodiversidade e para a sociedade com a restauração florestal são inúmeros: regulação do clima e mitigação dos efeitos de gases estufa, preservação das espécies animais e vegetais, proteção hídrica por meio das matas ciliares que filtram sedimentos e poluentes, proteção do solo, minimizando a erosão e sua degradação, além de garantir o fornecimento de diversos produtos, como madeiras, plantas medicinais, entre outros.

Por outro lado, os consumidores também podem ficar atentos e exigir das empresas o certificado do FSC (Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal) para saber que a extração da madeira foi feita de forma legítima. Comprar de empresas que possuem este certificado significa garantir a sustentabilidade das florestas, e que elas respeitam ainda os aspectos sociais e ambientais.

Por Lucy De Miguel  | Vetor Comunicação


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