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07.11.2022
Tempo de leitura: 8 minutos

Projeto inova no ensino da Matemática em escolas públicas de Petrolina

Em parceria com a Secretaria de Educação de Petrolina (PE), a Fundação Telefônica Vivo lança no Brasil o Matemáticas ProFuturo, que investe na qualidade do ensino da Matemática. Confira!

Imagem mostra um grupo de cerca de 40 professores reunidos em uma sala de aula

O ensino da Matemática no Brasil ainda é um desafio. De acordo com dados do último Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o índice de aprendizagem nessa área de conhecimento regrediu, no último ano, ao nível de 2013. Pensando em contribuir com a mudança deste cenário, a Fundação Telefônica Vivo se juntou à rede municipal de ensino de Petrolina (PE) para iniciar o projeto de ensino da Matemática, o Matemáticas ProFuturo, em parceria com o Grupo Mathema e também com o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). A iniciativa investe na qualificação do ensino da aprendizagem da matéria para educadores e estudantes.

“Sem dúvida, a Matemática é um dos grandes pilares da educação mundial. Por isso, o ProFuturo atua com este projeto a partir de políticas de formação docente e oferta de recursos educacionais. Agora, junto à rede de Petrolina, lançamos essa iniciativa no Brasil. Assim, nossa expectativa é contribuir com um salto nos indicadores de qualidade do município”, reforça Karina Daidone, Gerente de Projetos Educacionais da Fundação Telefônica Vivo.

O lançamento da parceria voltada ao ensino da Matemática aconteceu durante a Semana de Ciência e Tecnologia, promovida pela Secretaria de Educação de Petrolina, de 17 a 21 de outubro. Assim, além de entender mais sobre a parceria, os educadores presentes tiveram a chance de participar de oficinas práticas para conhecer a metodologia pedagógica que será implementada ao longo dos próximos dois anos.

“Antes de mais nada, nossa missão como educadores é trabalhar para entregar aos estudantes mais oportunidades do que nós recebemos. Sobretudo depois da pandemia. O Projeto Matemáticas ProFuturo e a parceria com a Fundação Telefônica Vivo são estratégicos na melhoria dos indicadores na rede de Petrolina. Porque fortalecerão o ensino da Matemática por meio de formações e estudos em uma constante interação, considerada estruturante na construção do conhecimento matemático”, destaca Rosane da Costa, Secretária interina de Educação de Petrolina.

Sobre o ProFuturo 

O ProFuturo é o principal programa de educação global da Fundação Telefônica, criado em parceria com a Fundação “la Caixa”, com a missão de reduzir a desigualdade educacional no mundo por meio de um ensino digital de qualidade. Desde seu lançamento, em 2016, foi implementado em 37 países.

No Brasil, o programa atua a partir das iniciativas como Escolas Conectadas, Aula Digital e Matemáticas ProFuturo. Essa última lançada em Petrolina (PE) em 2022, em parceria com o Grupo Mathema e com o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). A iniciativa tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento de competências digitais para promover o avanço do ensino-aprendizagem em Matemática. A ideia é expandir o projeto em outros territórios brasileiros nos próximos anos.

Ensino da Matemática baseado em evidências 

Embora o Matemáticas ProFuturo tenha duração de dois anos no município, um dos objetivos da rede de Petrolina é torná-lo sustentável no longo prazo, a fim facilitar o ensino da Matemática perenemente. Nesse sentido, a proposta inclui tanto a formação continuada de educadores quanto a capacitação de uma equipe de multiplicadores dentro da Secretaria de Educação.

Para isso, a metodologia pedagógica recebe apoio técnico do Mathema, que atua há 25 anos no desenvolvimento de soluções educacionais para promover um ensino da Matemática de qualidade. O grupo será responsável por aplicar ciclos formativos síncronos, assíncronos e presenciais utilizando as plataformas e recursos digitais do ProFuturo.

“Nós acreditamos que qualquer estudante pode aprender Matemática, desde que possa relacionar esse conhecimento com a resolução de problemas cotidianos. Sendo assim, a ideia é mostrar aos educadores uma forma significativa e prazerosa de vivenciar os processos matemáticos”, acrescenta Cristiane Chica, diretora de educação do Mathema.

A parceria conta, ainda, com a contribuição do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Há dois anos, a iniciativa vem desenvolvendo análises estatísticas para orientar políticas públicas educacionais sob a perspectiva da desigualdade social.

“Nosso papel é oferecer insumos para adaptar os conteúdos e estratégias pedagógicas à realidade de cada escola e professor da rede de Petrolina. Isto é, estruturar uma aprendizagem baseada em evidências científicas”, diz o professor Mozart Neves, diretor do IEA-USP.

O especialista acrescenta, ainda, que o diferencial da parceria é ter quatro vértices articulados e trabalhando juntos em um regime de colaboração: poder público (Secretaria Municipal de Educação de Petrolina), iniciativa privada (Fundação Telefônica Vivo), universidade (IEA-USP) e terceiro setor (Mathema).

“Assim, temos um projeto que conta com especialistas em pedagogia aplicada ao ensino da Matemática, pesquisadores de indicadores educacionais, uma rede de ensino referência no Nordeste e uma fundação que traz a experiência no desenvolvimento de programas educacionais com foco em inovação e tecnologia”, complementa Mozart.

 

O desafio de recompor aprendizagens 

No dia 20 de outubro, a Secretaria de Educação de Petrolina, em parceria com Fundação Telefônica Vivo, promoveu uma programação especial dentro da Semana de Ciência e Tecnologia, que contou com ação a respeito do ensino da Matemática. Os educadores presentes vivenciaram na prática a metodologia do Matemáticas ProFuturo com oficinas mão na massa. Antes, eles participaram de uma palestra de abertura com Cristiane Chica, diretora de educação do Mathema, sobre recomposição de aprendizagens.

“A recomposição é diferente da recuperação. Trata-se de um conjunto de ações articuladas com o propósito de reconectar o estudante a um processo de aprendizagem interrompido ao longo de sua vida escolar”, explicou Cristiane.

Durante o debate, a especialista convidou os educadores a refletirem sobre a importância de acolher os estudantes, adaptar práticas pedagógicas, estabelecer prioridades curriculares e utilizar as avaliações ativas como ferramentas de intervenção pedagógica.

Para além de trazer as tecnologias educacionais como aliadas no desenvolvimento de habilidades matemáticas, a parceria com a rede de ensino de Petrolina (PE) também inclui a formação continuada de educadores a partir da plataforma Escolas Conectadas. Um dos cursos gratuitos ofertados é o Avaliação para os anos finais do Ensino Fundamental: estratégias para recompor e desenvolver aprendizagens.  Ele é autoformativo e tem carga horária de 10 horas. Saiba mais!

A professora Conceição Ramos destaca um de seus pontos favoritos da palestra: “O que me chamou a atenção foi aprofundar a discussão sobre a avaliação. Afinal, as respostas de um estudante podem revelar muito sobre o caminho cognitivo que ele está trilhando.”

Depois de lecionar por 19 anos na rede municipal de Petrolina, Conceição foi convidada para coordenar um programa de melhoria de aprendizagem na Secretaria de Educação.

“Sobretudo em um contexto pós-pandemia, é de suma importância que todos os envolvidos no sistema escolar estejam familiarizados com o conceito de recomposição de aprendizagem”, concluiu.

 

Competências para o ensino da Matemática

Logo depois, foi a vez dos educadores colocarem a mão na massa com as oficinas práticas. Os 85 inscritos foram divididos em grupos e envolvidos em atividades mão na massa.

A primeira oficina, “Ler e aprender a resolver problemas”, mediada pela assessora pedagógica Silvia Longato, se dedicou a trazer atividades lúdicas para trabalhar a interpretação dos problemas matemáticos. A ideia foi reforçar a importância de valorizar as estratégias pessoais dos estudantes e relacionar os enigmas com a vida cotidiana.

Já a segunda oficina, “Jogos para ensinar matemática”, foi mediada pelo gestor de tecnologias do Mathema, Fabrício Ferreira. Ao longo da atividade, ele trabalhou o uso de jogos nas aulas de Matemática, relacionando-os à resolução de problemas e ao desenvolvimento de competências socioemocionais.

“Ainda que a gente busque trazer exemplos contextualizados, se o estudante não vê relação com o cotidiano, ele se desmotiva. Esse é meu maior desafio no ensino da Matemática”, compartilha Daniel Alencar, que há três anos leciona para o 5º ano da rede de Petrolina.

Sob o mesmo ponto de vista, a professora Marlene Correa aponta a dificuldade dos estudantes interpretarem os enigmas matemáticos. “Às vezes, a gente foca muito nas operações e esquece de competências muito mais importantes para desenvolver o raciocínio lógico do estudante”, complementa.

Tanto Daniel quanto Marlene participaram das duas oficinas práticas realizadas no dia 20/10. Em ambas, os educadores utilizaram recursos tecnológicos como quizzes, QR Codes e formulários do Google.

“Assim como os jogos, as tecnologias digitais contribuem para motivar os estudantes. Afinal, elas também trazem elementos lúdicos e interativos. Por isso, quando unimos as duas é mais provável que os estudantes vejam sentido naquele aprendizado”, reflete o professor Daniel Alencar.

“Vivenciar a Matemática assim foi muito divertido, proveitoso e leve. Nós, professores,  temos a missão de ensinar, mas também de seguir aprendendo ao longo da vida. Então, tenho grandes expectativas para colocar em prática tudo o que eu aprendi e ainda vou aprender com os próximos ciclos formativos”, finaliza Marlene Correa.


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