Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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04.05.2018
Tempo de leitura: 5 minutos

Os destaques da Mobile Learning Week 2018

Organizada pela UNESCO, a convenção mundial de educação discutiu sobre as competências digitais da atualidade e trouxe experiências inspiradoras de projetos de todo o mundo

Mobile Learning Week, convenção mundial de educação discutiu sobre as competências digitais da atualidade e trouxe experiências inspiradoras de projetos de todo o mundo

Entre os dias 26 e 30 de março, a sede da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em Paris, recebeu uma das convenções mais importantes da educação mundial, a Mobile Learning Week (MLW).

Com o tema Skills for a connected world, o evento anual reuniu representantes de mais de 30 países para mapear as competências necessárias para viver em um mundo conectado e trocar experiências inovadoras na educação apoiadas pela tecnologia.

A Fundação Telefônica Vivo participou pela segunda vez da convenção. Na edição de 2016, foi à Paris compartilhar os resultados do Escolas Rurais Conectadas. Agora, em 2018, apresentou o Programa Educação Profuturo, em um stand exclusivo com as propostas da iniciativa.

A iniciativa global ProFuturo é uma união de Fundação Telefônica Espanha e Fundación Bancaria “La Caixa”, com a missão de reduzir as desigualdades da educação em países da África, América Latina e Ásia. Atualmente, 50 milhões de crianças não têm acesso a nenhum tipo de educação. Diante desta realidade, a ProFuturo aspira proporcionar educação de qualidade a 10 milhões de crianças em risco de vulnerabilidade social até 2020.

“Pela primeira vez, o Profuturo é parceiro do evento. Tivemos um estande e recebemos muitos visitantes, atraídos pela abrangência do programa e pelas soluções encontradas em continentes com características distintas”, descreveu Mila Gonçalves, gerente de Programas Sociais da Fundação Telefônica Vivo.

Segundo ela, o compartilhar de experiências é estratégico. “Conhecer pessoas, instituições e tudo o que está acontecendo em outras partes do mundo, além de tendências em inovação educativa é fundamental para manter nosso portfólio atualizado e para nos desafiarmos”.

Novas possibilidades

Além de mapear as competências necessárias para viver, estudar e trabalhar em uma sociedade mais conectada, é preciso entender como elas podem ser desenvolvidas dentro do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4,  da ONU. Por isso, a programação contemplou experiências ao redor do mundo que inspiram e levantam os desafios de interligar esferas de inovação.

Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos. Unindo essa premissa do ODS 4 ao ideal de mundo conectado, o edital do MLW estabeleceu quatro objetivos: definir quais são as principais competências digitais; desenvolver iniciativas inovadoras dentro desse cenário para movimentar a economia; garantir a inclusão e combater a desigualdade no acesso aos meios digitais; mapear e prever necessidades de mudança a partir dos debates em torno dos três últimos objetivos.

Segundo Mila, não faltaram projetos inspiradores relacionados à temática. “Desde experiências com alunos de ensino médio de escolas da China, até um projeto no Peru que ensina programação para mulheres jovens, além de projetos de desenvolvimento de competências digitais em áreas rurais da Guatemala”, relata.

As iniciativas apresentadas foram aplicadas em contextos distintos, e partiram de matrizes metodológicas e referenciais teóricos que serviram para categorizar e inter-relacionar as bases para as competências definidas nos simpósios e palestras, seguindo o princípio de inclusão.

O uso da tecnologia por regimes não democráticos, a centralidade dos investimentos em inovação e os perfis comportamentais de indivíduos formados com foco em novas habilidades também entraram no escopo das discussões promovidas pela convenção. Também se falou sobre a necessidade de atenção à questão de gênero, que ainda é uma barreira no campo das competências digitais.

União Europeia apresentou no evento o guia Digital Framework, que traz um referencial teórico e metodológico para facilitar a categorização das competências digitais, um dos focos temáticos do Mobile Learning Week 2018. O documento estabelece cinco etapas, como interpretação e captação de dados digitais; comunicação e colaboração da construção de um cenário digital; instruções para criação de conteúdo digital; segurança e proteção da privacidade; identificar problemas e possíveis soluções.

Diversidade em foco

A diversidade não está representada somente no público que circulou pela Mobile Learning Week. Ela é também parte do discurso proposto pela UNESCO como fundamental para desempenhar as transformações em direção a mundo melhor.

“Não se trata apenas de desenvolver uma multidão que saiba programar, mas sim, de seguir no desafio de desenvolver uma sociedade diversa, com indivíduos reflexivos, com rico repertório cultural, protagonistas e colaborativos”, afirma Mila Gonçalves sobre o grande diferencial do evento.

Para o ano de 2019, a Fundação Telefônica Vivo já prepara o retorno à Paris e espera apresentar novos projetos e cases no MLW. “Temos que ir além dos currículos locais e conteudistas, de uma visão de Educação padronizada e antiga, que não cabe mais no século XXI. A clareza de visão desse novo mundo pode e deve impactar modelos e propostas educativas”.


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