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04.01.2018
Tempo de leitura: 4 minutos

Aprendizado contínuo e conhecimento compartilhado

Do papel de professora para aluna, Camila encontrou na plataforma Escolas Conectadas o espaço que precisava para refletir, discutir e se empoderar

“Criança fala alto, corre, pula. Criança é emoção, explosão. Então como eu quero que a minha sala tenha silêncio? Que um corredor de uma unidade escolar não tenha criança correndo, como eu quero que no parquinho elas sigam padrões?”. Esta é a reflexão que a professora Camila Stefanelli faz ao se lembrar do que aprendeu com o curso “Sem medo da indisciplina: a construção participativa da disciplina na sala de aula”, que realizou na plataforma Escolas Conectadas, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo para apoiar a formação à distância de educadores.
Camila é professora da EMEI Maria Lucia Petit, em São Paulo (SP), em uma sala multisseriada com crianças entre quatro e seis anos. Mas antes mesmo de atender a diversidade ela já se questionava sobre os padrões de ensino. E foi sua experiência como aluna que a transformou na professora que é hoje.

“Fui uma aluna muito agitada, hiperativa. Sofri muito quando fui estudar em uma escola de ensino regular. Então eu decidi que quando eu pudesse, seria professora para compreender este aluno de uma forma integral e individual”.
Ela trabalha para que o aluno seja protagonista de todo o processo. E para isso acredita que não pode existir um padrão de aprendizagem. “Tenho que acreditar nas competências e habilidades de cada criança”. Camila começou a estudar para poder inovar em suas práticas na sala de aula. “A partir do momento que eu dou autonomia ao meu aluno, eu corro riscos. Só que se eu não fizer dessa forma, eu nunca vou desenvolvê-lo”.

Para a professora, seu papel é abrir caminhos. “Se eu não aproveito as oportunidades, não estou oferecendo nada para o meu aluno. Se eu não enxergar o erro como potencializador de aprendizagem, eu vou tirar as possibilidades da criança de tentar. Criança aprende com a repetição, com as tentativas, com as hipóteses. Então como eu, adulta e mediadora, não vou proporcionar isso pro meu aluno?”, questiona a educadora.

Embasamento teórico

A professora acredita na tecnologia como um grande impulsionador de aprendizados. “Se eu tenho essa ideia de que sou um sujeito social, cultural e político, tenho que acreditar que as conexões são positivas”. E são essas conexões que ela encontra na plataforma Escolas Conectadas.

Além de ser uma fonte enriquecedora de informação, a plataforma oferece conteúdos que ampliam seus conhecimentos porque trazem embasamento teórico para suas práticas. Outro ponto positivo é a troca com outros professores que compartilham experiências a partir de diferentes realidades, enriquecendo o processo de aprendizagem por meio de fóruns. “Temos com quem contextualizar assuntos, com uma rede a nosso favor”, diz.

A professora já completou cinco cursos na plataforma e está fazendo mais um. Conscientização sobre os recursos naturais, indisciplina, ludicidade, conflitos e inovação são temas que permearam essas aulas. “Ter acesso a esse conteúdo é transformador”.

E Camila não guarda só para si o que aprende. Repassa os conhecimentos para seus colegas da escola e para as famílias dos alunos também. Ela acredita que essas pessoas que estão ouvindo, conversando e contextualizando são multiplicadoras: “é uma teia onde cada um vai tecer da melhor maneira possível”.

Ela quer continuar aprendendo. “Paulo Freire falava que até o nosso dia final somos aprendizes. E quando as instituições acreditam e investem nisso, fica muito mais fácil, muito mais justo porque dá oportunidade a todos acessarem”.

Na plataforma Escolas Conectadas são oferecidos cursos gratuitos com conteúdos e metodologias inovadoras, além de cultura digital, práticas pedagógicas diferenciadas e o uso da tecnologia nas atividades em sala de aula.

Assista e conheça mais sobre a história da professora Camila Stefanelli


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