A presença de tecnologias no cotidiano escolar tem avançado no Brasil, seja no apoio à gestão, nas práticas pedagógicas ou no acesso à informação por estudantes. No entanto, sua incorporação à educação de forma consistente e com intencionalidade pedagógica ainda representa um desafio.
É nesse contexto que se insere a atuação da Fundação Telefônica Vivo, voltada ao fortalecimento da educação pública por meio de iniciativas que apoiam redes de ensino, gestores e educadores.
“O nosso trabalho busca contribuir para a promoção de uma educação mais inclusiva e alinhada aos desafios de um mundo em constante transformação tecnológica, apoiando educadores e redes públicas na adoção qualificada do uso de tecnologias”, afirma Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo.
Como aponta o Informe Social 2025, as iniciativas apoiadas pela Fundação alcançaram, no ano passado, aproximadamente 2,2 milhões de estudantes em todo o país, evidenciando a abrangência das ações desenvolvidas em parceria com diferentes atores do setor educacional.

Avanços e desafios na educação digital
O Brasil tem avançado na estruturação de políticas públicas voltadas à educação digital. A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas consolidou-se como importante eixo de articulação, e o novo Plano Nacional de Educação, aprovado em 2025, passou a contemplar, pela primeira vez, uma meta específica relacionada ao tema.
Apesar dos avanços, ainda há desafios relevantes. Dados da Pesquisa TIC Educação 2024 indicam que quase metade dos professores brasileiros enfrenta dificuldades na integração das tecnologias às práticas pedagógicas, o que reforça a importância de ações estruturadas de formação.
Nesse contexto, a Fundação Telefônica Vivo segue atuando para fortalecer a educação digital no país, com iniciativas voltadas à formação de educadores e ao apoio ao planejamento pedagógico, promovendo a integração qualificada das tecnologias ao currículo.
Formação de educadores como eixo estruturante
A atuação da Fundação prioriza iniciativas voltadas à formação de educadores, com foco no fortalecimento de políticas públicas e na construção de soluções estruturantes para as redes de ensino.
Entre os destaques está o Programa de Desenvolvimento em Competências Digitais, desenvolvido no âmbito da Coalizão Tec Educação — iniciativa que reúne organizações como CIEB, Fundação Lemann, Instituto Natura e MegaEdu. O programa apoia secretarias de Educação na elaboração de estratégias formativas voltadas ao uso pedagógico de tecnologias. Em 2025, a iniciativa envolveu cerca de 30 mil educadores e alcançou aproximadamente 600 mil estudantes, em diferentes estados e redes de ensino.
Dentro desta estratégia, ganha relevância o papel do professor multiplicador, docente formado pelo programa e que se torna uma referência dentro da escola, contribuindo para a troca de experiências, o fortalecimento do planejamento pedagógico e a disseminação de práticas.
A plataforma Escolas Conectadas, que completou dez anos em 2025, também integra esse esforço. Gratuita e online, a iniciativa registrou a formação de 48 mil educadores ao longo do ano. Parte dos cursos desenvolvidos pela Fundação foi incorporada ao AVAMEC, ambiente virtual do Ministério da Educação, ampliando o alcance das ações.
Apoio à implementação da BNCC Computação
Com a obrigatoriedade de implementação das diretrizes da BNCC Computação prevista para 2026, as redes de ensino em todo o país precisaram acelerar o processo de atualização de seus currículos. Nesse contexto, a Fundação Telefônica Vivo atuou de forma protagonista, apoiando tecnicamente estados e municípios nesse movimento estruturante.
A normativa, regulamentada em 2022, estabelece que o ensino de computação deve ser incorporado aos currículos escolares — seja como componente curricular específico, seja de forma transversal às disciplinas. Essa inserção se organiza a partir de três eixos fundamentais: Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital, que orientam o desenvolvimento de competências essenciais para a formação dos estudantes em um mundo em constante transformação tecnológica.
Ao longo de 2025, a Fundação intensificou sua atuação ao oferecer assessoria técnica especializada para a revisão e construção de referenciais curriculares. O trabalho foi realizado em parceria com o Instituto Natura, por meio da Coalizão Tec, e alcançou 13 estados e três capitais brasileiras, contribuindo diretamente para a consolidação de políticas públicas voltadas à educação digital.
Os impactos desse apoio são reconhecidos por quem participou do processo. “O apoio foi decisivo na construção do Referencial Curricular Gaúcho de Computação, agregando excelência técnica, inovação e profundo compromisso com a educação pública”, destaca Paula Azevedo, diretora-adjunta do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul.
Para fortalecer ainda mais a implementação nas redes de ensino, a Fundação também investiu na produção de conteúdos estratégicos. Entre eles, destaca-se a pesquisa Currículos de Computação: Levantamentos e Recomendações, desenvolvida em parceria com o Movimento pela Base, que reúne referências internacionais e apresenta orientações práticas para gestores educacionais.
Outro importante documento é o Guia de Conectividade e BNCC Computação nos Currículos Municipais, elaborado em conjunto com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Coalizão Tec. A publicação foi pensada especialmente para apoiar gestores municipais, oferecendo um roteiro estruturado para a implementação efetiva da computação nas escolas, considerando desafios de infraestrutura e conectividade.
Inteligência artificial no contexto educacional
A adoção da inteligência artificial à educação também tem sido objeto de atenção, considerando seu potencial e a necessidade de uso responsável e alinhado a objetivos pedagógicos. Garantir que essa tecnologia seja aplicada com intencionalidade educativa é um dos desafios urgentes para ampliar seu impacto positivo nas redes de ensino.
Como contribuição a esta tarefa fundamental, a Fundação desenvolveu, em parceria com o Instituto IA.Edu e a Cátedra UNITWIN UNESCO de IA Desplugada na Educação, a nota técnica “Educar na Era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação”, que reúne orientações para redes públicas sobre como integrar a IA aos referenciais curriculares de forma qualificada.
A instituição também promoveu a realização do Hack4Edu, iniciativa internacional que ocorreu pela primeira vez no Brasil e reuniu estudantes e especialistas de diferentes países para o desenvolvimento de soluções voltadas à educação com o uso de inteligência artificial.
Aprendizagem em matemática
A aprendizagem de matemática segue como um dos desafios estruturais mais relevantes da educação básica no Brasil, com baixos níveis de desempenho registrados em diferentes avaliações ao longo da trajetória escolar. Para contribuir com esse cenário, o programa Matemática ProFuturo, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação “la Caixa”, ampliou sua atuação em 2025.
A iniciativa apoiou 22 secretarias de educação e alcançou cerca de 48 mil estudantes, por meio de uma plataforma digital com mais de 4 mil atividades interativas alinhadas à BNCC, voltadas ao fortalecimento das aprendizagens.
Os impactos já são percebidos em sala de aula. “A plataforma favoreceu muito a relação dos alunos com a matemática. É a matéria favorita da turma e eles têm vontade de aprender”, relata a professora Ivanete Barbosa de Sousa Mendes, que leciona em uma escola rural multisseriada em Vitória de Santo Antão (PE).
Educação Profissional e Tecnológica
A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) vem ganhando centralidade como estratégia para preparar jovens para o futuro do trabalho, integrando formação acadêmica e competências alinhadas à economia digital. No Brasil, o avanço é visível: segundo o Censo Escolar 2025, 20% das matrículas do Ensino Médio já estão na modalidade, acima dos 13% registrados em 2023.
Nesse contexto, a Fundação Telefônica Vivo atua para ampliar e qualificar a oferta de EPT em tecnologia por meio do programa Pense Grande Tech. Em 2025, a iniciativa formou 877 professores em oito estados e alcançou cerca de 3.400 estudantes matriculados no curso técnico de Ciência de Dados, além de expandir sua atuação para o Nordeste.
Com foco na aproximação dos jovens ao setor produtivo, foram realizadas 15 edições da Jornada Tech, promovendo o diálogo entre estudantes e profissionais da área. Já o Desafio dos Dados mobilizou mais de 1.200 jovens no desenvolvimento de soluções para problemas reais, fortalecendo tanto competências técnicas quanto habilidades como pensamento crítico e colaboração.
Um relatório sobre compromissos
O Informe Social 2025 vai além da apresentação de resultados ao revelar como a Fundação atua de forma articulada com redes públicas, parceiros e gestores para apoiar a implementação de políticas educacionais e ampliar oportunidades de aprendizagem com o uso intencional e pedagógico da tecnologia.
Faça o download e confira a íntegra do Informe Social 2025 da Fundação Telefônica Vivo.

