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29.09.2022
Tempo de leitura: 4 minutos

Apoiado pela Fundação Telefônica Vivo, Congresso da Jeduca apresenta olhares diversos para a educação

Em formato híbrido, sexta edição do Congresso de Jornalismo de Educação da Jeduca contou com a participação de mais de 600 pessoas.

Painel de divulgação do sexto Congresso Internacional de Jornalismo de Educação da Jeduca.

A sexta edição do Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, realizado pela Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação), reúne habitualmente diversos atores importantes do universo educacional no Brasil, como diretores, professores, especialistas e, claro, jornalistas que tratam do tema no país. E na última edição, não foi diferente!

Organizado em formato híbrido, o evento contou com 13 mesas e quatro oficinas, que tiveram a participação de convidados nacionais e internacionais, realizadas entre os dias 12 e 13 de setembro na Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), em São Paulo (SP). O Congresso da Jeduca contou com o apoio da Fundação Telefônica Vivo, entre outros patrocinadores.

Durante os dois dias, mais de 600 pessoas participaram dos debates promovidos pelo evento, que apresentou diversos olhares e pontos de vista acerca da educação no mundo. A edição de 2022 teve como tema “Eleições e a cobertura de educação nos próximos anos”.

Congresso da Jeduca: escola e comunidade 

Durante duas décadas, Êda Luiz foi gestora do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (Cieja) Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Com uma proposta pedagógica inovadora, essa experiência serviu de inspiração para muitos outros Ciejas de todo o Brasil.

“A educação não faz nada sozinha, é necessário conhecer a comunidade”, defende Dona Êda. A partir das trocas com os alunos, o curso supletivo tornou-se mais atrativo, diminuindo a evasão escolar. Na visão da gestora, é através da escuta que há o acolhimento e, em consequência, acontece a transformação das diversas realidades envolvidas na escola. “Abrimos os portões e não fechamos até hoje”, finaliza.

Vera Eunice foi outra presença marcante no Congresso. Filha da escritora Carolina Maria de Jesus, Vera é professora da rede municipal paulistana – realizando assim um pedido da própria mãe, que, mesmo tendo estudado por apenas um ano e meio, enxergava muito valor na educação. “Minha mãe falava muito bem da professora porque, se não fosse por ela, Carolina não seria a escritora que é”, relembra Vera.

Vera leciona na Escola Municipal de Educação Infantil da Vila Rubi. Ela afirma que o amor pela profissão docente nasceu na identificação com seus alunos, e revela que está trabalhando em uma nova biografia de sua mãe, com a intenção de resgatar a memória da escritora e torná-la conhecida para as novas gerações.

 

Atheneu POP: a importância da formação política para jovens 

Durante o congresso, também foi um destaque a apresentação do projeto Atheneu POP, realizado no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, em Aracaju (SE). A estudante Renata Aragão e o professor de sociologia Yuri Norberto apresentaram a iniciativa, que organiza, dentro da escola, sabatinas com candidatos a cargos eletivos.

Criado por um grupo de estudantes do ensino médio, o Atheneu POP nasceu do desejo de saber mais sobre política. “Percebemos que o jovem não debatia sobre política e não conhecia os candidatos do próprio estado”, conta Renata.

O projeto, então, se dividiu em três fases: na primeira, os estudantes se dedicaram a pesquisar sobre políticas públicas; na segunda, se organizaram em grupos para preparar e entrevistar especialistas nas diferentes áreas de governo; por fim, realizaram sabatinas com candidatos ao governo do estado de Sergipe nas eleições de 2022.

“A política está no nosso cotidiano. Se o aluno chega atrasado na escola porque falta ônibus, isso é política pública mal desenhada, que vai afetar a educação e a vida do estudante”, avalia a estudante. Em suas palavras, a experiência foi um sucesso e permitiu que ela e seus colegas conhecessem propostas e planos de governo, identificando aqueles que mais se aproximam dos seus ideais. “Se a gente não se interessar por política, vai refletir no nosso futuro”, conclui.

Desde 2019, a Fundação Telefônica Vivo apoia a Jeduca, associação que oferece uma rede com os jornalistas de educação, para troca de ideias e de informações, além de cursos de formação para profissionais já em atividade e para estudantes de jornalismo. Durante o evento, a Fundação ofereceu aos participantes, através de um QR Code localizado na embalagem de um alfajor, acesso ao seu Informe Social, no qual – alinhado ao conceito ESG da Vivo – reforça seu compromisso com a sustentabilidade e com a digitalização da educação pública.


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