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11.10.2017
Tempo de leitura: 4 minutos

Especial Dia do Professor: Rosana de Fátima, 26 anos ensinando e aprendendo na escola

Rosana de Fátima, educadora do interior de São Paulo, mostra como a tecnologia pode ser um diferencial na relação com os estudantes

Educadora do interior de São Paulo mostra como a tecnologia pode ser um diferencial na relação com os aluno 

Rosana de Fátima Bueno dedica mais da metade de sua vida aos estudantes. Hoje ela tem 47 anos, sendo 26 dedicados à educação. Há mais de uma década ela trabalha com jovens da Escola Municipal de Ensino Fundamental Antenor Serra em Botucatu, interior de São Paulo.

Rosana chegou a ser coordenadora da escola, mas o trabalho não durou nem um ano, pois o amor pelo dia a dia na sala de aula falou mais alto. “Me chamaram para a vaga de professora de Ensino Fundamental I, para a qual eu também tinha prestado concurso.  Sem pensar duas vezes, deixei a direção e voltei para a sala de aula”, explica a educadora.

O entusiasmo pela carreira a levou a estudar cada vez mais. Em 2016, ela conheceu a plataforma Escolas Conectadas da Fundação Telefônica Vivo por meio de sua coordenadora. “Virou um hábito e eu comecei a estudar todas as noites”, diz ela.

A plataforma Escolas Conectadas oferece formação contínua e flexibilidade para educadores e gestores. Os cursos, 100% gratuitos, ensinam a utilizar elementos digitais em sala de aula e também a pensar a inovação pedagógica.

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A educadora tem cerca de 20 certificados de cursos da plataforma, mas garante que chegou a fazer bem mais. “Tudo que aparecia de novidade eu estava lá, antenada, e me inscrevia. E fazia mesmo!”, conta Rosana.

“Minha paixão é a sala de aula”

A educadora diz que tudo o que aprendia nos cursos era aplicado nas turmas. Um dos seus favoritos foi o Antártica: muito mais do que gelo. Rosana se lembra com muito carinho do curso, pois foi a partir dele que passou a buscar por outras formações dentro da plataforma.

Em 2015, a Escola Municipal Antenor Serra recebeu vários tablets para serem usados pelos estudantes. Ela diz que, no começo, os jovens não sabiam nem fazer pesquisas. “Eles achavam que os tablets e celulares eram só para joguinhos”, explica Rosana sobre os alunos do quinto ano. Mas, foi a partir de então que os estudantes passaram a ter aulas de informática, realizar pesquisas online, montar histórias em quadrinhos e até fazer avaliações online.

“Nos dias de hoje, a tecnologia é um diferencial na educação e deve ser vista como uma evolução dos métodos de ensino”, diz Rosana. Ela também reforça que sem um profissional capacitado para administrá-la, a tecnologia não surte efeito algum. “Eu sempre digo que primeiro a gente estuda o nosso conteúdo e depois é brincadeira”.

Mas por que não juntar os dois? Em um dos cursos da plataforma, ela viu uma dica de atividade em que as crianças teriam que criar finais diferentes para uma história usando a imaginação. “Nossa, saiu cada coisa interessante! Todo mundo tinha uma ideia diferente para aquela história. É muito bacana”, conta admirada.

Outras atividades sugeridas pela plataforma Escolas Conectadas também foram aplicadas em suas aulas. “Eles amaram fazer textos colaborativos. Para alguns, escrever nem sempre é fácil, mas dessa forma todos participaram”.

“Tudo é muito proveitoso se você realmente for a fundo nos vídeos e usar os recursos da Escolas Conectadas. É uma bagagem muito grande. Não só pelo conteúdo da plataforma, mas pelos demais educadores que participam dos fóruns também”, diz Rosana.

Hoje, mesmo de volta à coordenação da escola, Rosana não deixa de trazer com ela toda a paixão pelo dia a dia na sala de aula, e diz que já sente com saudades de estar novamente ao lado dos estudantes.

“Ensinar crianças não é só sobre o conteúdo programático. É carinho, vínculo de amizade. É preparar para a vida”.


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