Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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06.04.2018
Tempo de leitura: 3 minutos

Estudantes brasileiros aprendem sobre ciência e tecnologia em Barcelona

Com apoio da Fundação Telefônica Vivo, três estudantes de escolas públicas de São Paulo tiveram a chance de realizar intercâmbio cultural transformador

Três estudantes e uma professora de escolas estaduais do interior de São Paulo ganharam uma viagem para a Espanha para conhecer a Exporecerca Jove, feira de ciências e tecnologia de Barcelona. Eles foram ao país catalão aprender um pouco mais sobre o que jovens da educação básica de todo o mundo estão desenvolvendo em suas escolas em termos de pesquisa.

Os alunos foram selecionados pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo com base em critérios como frequência nas aulas e participação em outras feiras de ciências e receberam apoio da Fundação Telefônica Vivo na premiação: a viagem para Espanha.

Eles são de duas escolas diferentes, mas com uma coisa em comum: estão desbravando desde cedo a área da pesquisa e empreendedorismo social, com descobertas que podem trazer um relevante impacto socioambiental.

Larissa Souza Galvão, Mariana Oliveira da Costa Silva, ambas de 16 anos, e Guilherme Barbosa Marcondes, de 17 anos, ficaram entre os 30 finalistas da Feira de Ciências das Escolas Estaduais de São Paulo (FeCEESP).

Larissa e Mariana, que estudam na Escola Estadual Professor Gabriel Pozzi, em Limeira, desenvolveram uma telha ecológica de baixo custo usando como matéria-prima o bagaço da laranja: alternativa para habitações populares e para gerar menos resíduos na construção.

Guilherme Barbosa, da Escola Estadual Afonso Cafaro, de Fernandópolis, desenvolveu uma massa sustentável para a construção civil, feita com triturado de garrafa PET. Além de diminuir o impacto ambiental, o produto é mais barato e leve, reduzindo o esforço dos trabalhadores na instalação.

Novas experiências

Durante os quatro dias de viagem, o grupo brasileiro conheceu de perto os trabalhos expostos na feira e bateu papo com estudantes de vários lugares do mundo. Ainda teve tempo para explorar a cultura local e as belas paisagens da capital catalã.

“Conhecemos pessoas interessantes e vimos que os problemas que elas enfrentam por lá são muito diferentes dos nossos”, conta Guilherme, que se sentiu empolgado ao perceber que, como ele, muitos jovens lutam para solucionar problemas ambientais. “Tem mais gente do que imaginamos querendo construir um mundo melhor”.

Para Larissa, a viagem internacional expandiu seu conhecimento. “Sinto que amadureci”, diz a estudante, entusiasmada em continuar suas investidas em projetos científicos. “Tenho um grande carinho pela área de exatas, penso em cursar engenharia civil.”

Mariana, que pretende fazer faculdade de arquitetura, disse que ficou encantada com Barcelona. “Tive a oportunidade de ver projetos e edifícios tão lindos que me motivaram ainda mais a seguir na área que escolhi.”

A educadora Fernanda Cristina Aléssio Miranda acompanhou os adolescentes na viagem. Diretora da Escola Estadual José Belucio, ela criou há dois anos a Mostra de Ciências e Tecnologia de Fernandópolis e região, com a intenção de levar ao interior de São Paulo um evento que só ficava na capital.  A iniciativa foi recompensada pelo que presenciou na Espanha:

“Durante a Exporecerca, eu pude ver os olhinhos de encantamento deles. É muito transformador ver estudantes com poucos recursos financeiros tendo a oportunidade de conhecer o mundo”, relata Fernanda, que hoje é exerce o cargo de diretora da E.E. José Belucio. “Eles são um exemplo a ser replicado para outros adolescentes, para que eles acreditem que é possível alcançar seus sonhos”, conclui.


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