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19.12.2024
Tempo de leitura: 6 minutos

Fundação Telefônica Vivo leva reflexão sobre educação digital aos fóruns regionais da Undime

Eventos ocorreram nas cinco regiões do Brasil, de março a outubro deste ano, para discutir ações e trocar experiências, visando a melhoria da qualidade da educação ofertada pelas redes municipais de ensino

Com foco em educação digital, Fundação Telefônica Vivo esteve nos fóruns regionais da União dos Dirigentes Municipais de Educação em 2024.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) realizou durante o ano de 2024 os fóruns regionais de discussão sobre os desafios e perspectivas da educação básica pública no país. Pensando na representatividade, peculiaridades e características específicas de cada região, os eventos permitiram uma abordagem mais contextualizada e apropriada com a realidade local, impactando na elaboração e revisão de políticas educacionais de âmbito nacional.

Os encontros com dirigentes municipais de educação e técnicos das secretarias, aconteceram nas cinco regiões do Brasil e em todos eles, a Fundação Telefônica Vivo esteve presente, contribuindo tecnicamente com uma pauta prioritária quando falamos da educação na atualidade: Os desafios da implementação das Políticas de Conectividade e de Educação Digital no cotidiano escolar.

Participaram das discussões Catherine Merchan, gerente de Estudos e Coalizões da Fundação Telefônica Vivo (nos Fóruns realizados nas regiões Nordeste, Sul, Norte e Centro-oeste), André Cunha, líder da estratégia de advocacy em educação digital da Fundação Telefônica Vivo (no Fórum da região Sudeste), e representantes do Ministério da Educação (MEC).

Catherine Merchan, gerente de Estudos e Coalizões da Fundação Telefônica Vivo, durante participação no Fórum Regional Nordeste

No debate foram abordados os principais desafios para garantir a educação digital nas escolas, como a incorporação do complemento à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre Computação na educação básica, a formação de professores, a implementação e integração de infraestrutura de conectividade para fins educacionais​ e o desenvolvimento de competências digitais de estudantes.

A participação da Fundação Telefônica Vivo nos fóruns regionais consolida uma parceria de longa data com a Undime, uma associação civil sem fins lucrativos, que reúne os dirigentes e secretários municipais de educação dos 5.570 municípios brasileiros, os quais respondem por 49,3% das matrículas do país, segundo o Censo Escolar 2023.

“Nossa parceria com a Fundação, já vem de alguns anos e tem se intensificado. Estamos oportunizando aos professores, que estão em locais distantes, cursos de excelente qualidade sobre o uso das tecnologias na educação”, explica Alessio Costa Lima, presidente da Undime. “Fazemos um trabalho articulado, de parceria e colaboração, que eu avalio ser muito positivo para as redes públicas municipais.”

Lima explica também que os cursos oferecidos pela Fundação vêm contribuindo para diminuir o distanciamento entre a realidade dos estudantes considerados nativos digitais e os professores que estão hoje nas salas de aulas. “Os professores têm acesso a novos conceitos nos cursos e passam a ter o domínio conceitual da inserção da tecnologia na educação e aprendem como potencializar o uso da tecnologia para que as práticas se revertam em resultados, em melhoria de aprendizagem”, diz ele.

André Cunha, líder da estratégia de advocacy em educação digital da Fundação Telefônica Vivo, durante participação no Fórum Regional Sudeste

 

“Sonho de todas as escolas”

Um dos participantes do encontro da Undime, Vilmar Lugão de Britto, secretário municipal de Jerônimo Monteiro, no Espírito Santo, e diretor da Undime da região Sudeste, se animou com o painel sobre educação e inclusão digital, e com a participação da Fundação. Segundo ele, o assessoramento técnico e pedagógico da Fundação Telefônica Vivo pode ajudar muito seu município e vários outros. “A conectividade e a educação digital são o sonho de consumo de todas as escolas”, diz.

Ele conta que a maior dificuldade em seu município, com cerca de 12 mil habitantes, é uniformizar a educação digital e torná-la perene. “Esse é um desafio de qualquer gestor público, fazer com que essa política pública, de fato, esteja presente em todas as escolas. Há um interesse, mas como operacionalizar isso?”, questiona.

Britto explica que a rede municipal local já está quase toda conectada, mas o desafio vai muito além do acesso, equipamentos e infraestrutura. “É necessário equipe qualificada e formação do professor. Principalmente para o uso educacional das ferramentas on-line”.  Ao se referir à BNCC Computação, ele ainda afirma: “não se trata de um privilégio, mas de um direito dos estudantes”.

 

Formação de professores

Outro participante dos fóruns regionais, Eduardo Ferreira da Silva, secretário municipal de educação, vice-presidente da Undime de Mato Grosso e coordenador do GT de Conectividade da organização, se empolgou ao ouvir como o desenvolvimento de competências digitais nos docentes tem sido uma atuação da Fundação Telefônica Vivo. Em Canarana, cidade com pouco mais de 25 mil habitantes ao leste de Mato Grosso, onde atua, as 15 escolas municipais estão conectadas, mas o docente ainda tem dificuldades para usar a tecnologia de forma pedagógica.

“Aqui na minha rede, nós temos banda apropriada. A conexão é boa, inclusive dentro de aldeias, em escolas indígenas. Isso hoje está superado. Mas o uso consciente ainda é incipiente. Eu fiz um levantamento com base nos microdados do Censo de 2023. Na minha rede, apenas 33% das escolas usam a internet pedagogicamente”, diz.

O secretário também relata que está empenhado em qualificar seus professores para o uso mais efetivo da tecnologia. “Se nós não tivermos a possibilidade de conectar o ensino, dificilmente vamos conseguir avançar de maneira significativa na educação”, reflete.

 

Desafio na infraestrutura

Já em Rondônia, as dificuldades são ainda iniciais. Luslarlene Fiamett, dirigente municipal de educação da cidade de Santa Luzia D’Oeste e diretora da Undime para a região Norte, afirma que o maior obstáculo para a educação digital é a conectividade.

“É um problema da região Norte toda, não só de Rondônia. Em Porto Velho é mais tranquilo, mas na minha cidade não conseguimos nem abrir um vídeo direito”, conta ela.

Um dos agravantes do município é estar localizado no meio da floresta amazônica, com gargalos também na logística e na malha viária. Fiamett explica que essas deficiências são comuns em muitas cidades do Norte, mas reconhece a necessidade e a urgência da implantação da educação digital na rede pública escolar. “Nós estamos na era digital, tudo que fazemos hoje depende da tecnologia”, conclui ela.


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