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21.12.2023
Tempo de leitura: 5 minutos

O que são competências digitais e como podem ser aplicadas no processo de ensino e aprendizagem?

As competências digitais são consideradas fundamentais para que estudantes se tornem mais autônomos e críticos e professores possam aprimorar e inovar suas práticas pedagógicas. Saiba mais!

Imagem mostra uma sala de aula. Em primeiro plano,uma estudante negra está usando um notebook e uma professora negra está a auxiliando. Ao fundo, podemos ver outros estudantes sentados em suas mesas

Competências digitais são as habilidades e os conhecimentos necessários para o uso efetivo das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no contexto pessoal, profissional e educacional. Elas envolvem a capacidade de acessar, analisar, avaliar, criar e compartilhar informações de forma crítica e ética, utilizando as ferramentas digitais disponíveis.


Nos últimos anos, as TICs vêm moldando de maneira significativa a forma como as pessoas interagem com o mundo digital. Na educação, essas transformações têm se manifestado de diversas maneiras, todas convergindo para a necessidade imediata de desenvolvimento de novas competências digitais. De acordo com Débora Garofalo, professora de Tecnologias e especialista e consultora em Educação, as tecnologias têm potencial de enriquecer o processo de ensino e aprendizagem. Além disso, proporcionar acesso a diversas informações, recursos educacionais e oportunidades de interação e colaboração.


“No entanto, para aproveitar ao máximo essas possibilidades, é necessário que educadores e estudantes desenvolvam competências digitais”, afirma.


O desenvolvimento de competências digitais não se limita apenas ao aprimoramento do ambiente de aprendizagem. Sobretudo, ele tem um papel essencial na capacitação dos indivíduos para enfrentar os desafios da atualidade. Afinal, tão importante quanto saber usar computadores e softwares é compreender profundamente o funcionamento das tecnologias.


Nesse sentido, Débora destaca que as competências digitais permitem que estudantes se tornem mais autônomos e críticos em relação às informações que encontram na internet. Bem como os capacitam a utilizar as ferramentas digitais de maneira eficiente para realizar pesquisas, criar projetos, colaborar com colegas e comunicar ideias de maneira clara e eficaz.


“Do mesmo modo, elas são importantes para preparar estudantes para o mercado de trabalho, que cada vez mais exige habilidades relacionadas ao uso das TICs. E são fundamentais para que eles se tornem cidadãos digitais responsáveis e participativos, capazes de utilizar as tecnologias de forma criativa e ética”, pontua.

Competências Digitais e a BNCC 

A Cultura Digital é uma exigência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), reconhecida como uma das dez competências gerais a serem desenvolvidas pelas escolas. Nesse sentido, as competências digitais são essenciais para o exercício da profissão docente. A evolução mais recente nesse contexto ocorreu em 2022, com a regulamentação do Complemento à BNCC sobre Computação. A norma define que as competências, habilidades e conhecimentos específicos em Computação devem ser incorporados aos currículos da Educação Básica.

Desenvolvimento de competências digitais para educadores 


De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), a Análise de dados, a Mentalidade orientada a dados e o Pensamento computacional são as três novas competências digitais que professores devem desenvolver para construir cenários de ensino e aprendizagem que se adaptem a diferentes demandas educacionais.


No entanto, para que professores desenvolvam suas competências digitais é preciso que os docentes invistam em formação continuada. Não apenas por meio de cursos presenciais ou on-line, como também explorando diversas ferramentas digitais disponíveis. Além disso, podem participar de redes de aprendizagem para colaborar com seus colegas.


“Sem dúvida, professores precisam receber formação adequada sobre as tecnologias como objeto de conhecimento e ferramentas digitais de aprendizagem. Bem como sobre as melhores práticas de integração dessas tecnologias no ensino, com intencionalidade pedagógica”, explica Débora Garofalo.


A especialista também destaca a importância de os docentes aprenderem com os estudantes que, muitas vezes, possuem habilidades digitais avançadas.


“Integrar o aprendizado de maneira estratégica no processo educacional envolve planejar e implementar atividades e recursos digitais de forma intencional, alinhados aos objetivos de aprendizagem e dos conteúdos curriculares”, explica. “Dessa maneira, professores podem aproveitar ao máximo as tecnologias digitais para enriquecer a experiência de aprendizagem dos alunos, promover a participação ativa e prepará-los para o mundo digital”, acrescenta.

Como as competências digitais podem ser aplicadas em sala de aula

Confira exemplos compartilhados pela especialista sobre como levar as competências digitais para a prática pedagógica:

Realização de pesquisas on-line: estudantes podem utilizar a internet para buscar informações sobre determinado tema e avaliar a confiabilidade das fontes. Além de criar um projeto ou apresentação com base nesses dados;

Criação de conteúdos multimídia: uso de ferramentas digitais, como editores de vídeo, apresentações e blogs, para criar conteúdos multimídia que expressem as ideias e conhecimentos dos estudantes de forma criativa;

Colaboração on-line: estudantes podem utilizar plataformas de colaboração on-line para trabalhar projetos em grupo, compartilhar ideias, revisar e editar documentos e apresentar trabalhos para a turma;

Uso de jogos educacionais: professores podem utilizar jogos digitais educacionais para engajar estudantes, promover a aprendizagem de forma lúdica e desenvolver habilidades. Resolução de problemas e pensamento crítico são alguns exemplos;

Utilização de ferramentas de avaliação on-line: professores podem utilizar ferramentas digitais para criar questionários e avaliações. Além de atividades interativas para acompanhar o progresso dos alunos e fornecer feedback imediato;

Aplicação da abordagem maker: transformar o currículo em atividades mão na massa que vão desde atividades desplugadas (concretas), como bordado, marcenaria, a atividades plugadas (digitais), como programação e robótica.


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