Recomendações para Formação Docente em Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica

Notícias

17.05.2019
Tempo de leitura: 4 minutos

Museus virtuais modificam a experiência dos visitantes

No Dia Internacional dos Museus, descubra os museus que se destacam na era digital e as estratégias usadas para garantir uma experiência imersiva.

Três garotos estão enfileirado, um deles está sentado em frente ao teclado de um computador. Imagem ilustra matéria sobre museus virtuais.

Já imaginou conseguir uma visão privilegiada da Mona Lisa de Da Vinci sem precisar viajar até o Louvre? Ou passear pelos corredores do British Museum, com informações exclusivas e em tempo real sobre cada peça exposta? Ou ainda, ter a chance de visitar virtualmente o Museu Nacional no Rio de Janeiro, que perdeu grande parte de seu acervo no incêndio em setembro do ano passado?

Há vinte anos, a distância entre um brasileiro e um museu em Tóquio era de 17.360 km. Apesar de, geograficamente, a longitude continuar a mesma, a tecnologia criou mecanismos para romper as barreiras do espaço físico e trazer exposições ao alcance de um clique. Alguns dos museus mais renomados do mundo estão trabalhando para aderir a esta demanda, utilizando estratégias recorrentes na era digital: acesso irrestrito, conteúdo multimídia e experiências imersivas.

“As mudanças sociais e culturais estão influenciando o tipo de experiências que as pessoas esperam”, diz o museólogo Jonei Bauer, fundador da empresa Tríscele Web e Museologia, voltada para a coordenação e criação de museus, inclusive os virtuais. “Museu é um lugar de convergência das nossas memórias e um reflexo da sociedade. Esses espaços, considerados pelo senso comum lugar de objetos velhos e de interesse histórico, na verdade tem uma função social dinâmica”, afirma.

Museus virtuais: Acervos adaptados e digitalizados

Com o uso de câmeras panorâmicas e fotografias em 360 graus, os museus físicos registram o espaço e permitem que o usuário se aproxime o suficiente para observar as obras em alta definição. Ao adaptar e digitalizar os acervos, os museus tradicionais tem a oportunidade de criar plataformas de visitação online e ainda acrescentar informações, personalizar o acesso do usuário e diversificar o conteúdo.

A tecnologia permite que muitos tenham acesso àquilo que antes era mais restrito ou difícil. Por exemplo, quantas pessoas nunca visitarão espaços que a virtualidade permite a experiência de conhecer?”, reforça Bauer.

Confira algumas iniciativas voltadas para essa nova maneira de consumir arte e cultura.

Google Arts and Culture

O Google Arts e Cultures é um dos museus virtuais, disponibilizando o conteúdo de lugares como o Van Gogh Museum. A imagem ao fundo mostra alguns quadros, um deles é um autorretrato de Van Gogh.

A ferramenta Google Arts and Culture aposta nesta tendência desde 2011, e é mantida em colaboração com museus de todo o mundo. Fazendo uso da tecnologia Street View, a ferramenta permite conhecer gratuitamente galerias de museus como The Metropolitan Museum of Art, em Nova York, Van Gogh Museum e Rijksmuseum em Amsterdã.

Europeana Collections

Em 2008, a Europeana Collections lançou uma primeira iniciativa de museus virtuais com a colaboração e adesão de países europeus para reunir mais de 50 milhões de obras e trabalhos artísticos e históricos em geral. É possível acessar documentos, livros, imagens, quadros, e coleções de museus espalhados por todo o continente e decidir em qual museu se aventurar fisicamente a partir daí. Diretamente inspirado no Europeana, o Brasiliana Iconográfica surgiu em 2017, para criar um catálogo de obras de museus espalhados por todo o Brasil.

Era Virtual

No Brasil, projetos como o Era Virtual, lançado na mesma época, trouxe esse conceito para a realidade do país. Atualmente, reúne mais de 38 museus, patrimônios históricos e pequenas exposições em cidades brasileiras fotografados em imagem panorâmica. Além disso, busca complementar com informações em áudio e texto os artefatos vistos em cada visita, podendo ser aproveitado como uma oportunidade educativa.

O Era Virtual reúne mais de 38 museus e patrimônios culturais do Brasil, sendo possível visitar virtualmente lugares históricos como Ouro Preto. Na imagem, é possível ver o interior de uma igreja da cidade em Minas Gerais.

Museus do futuro

As transformações do museu do futuro, defendidas por Bauer, não só levam em consideração as plataformas e projetos de acervos online, como também museus que investem na construção de estruturas a céu aberto e exposições digitais, que incentivam as visitas ao valorizar a imersão e o contato direto com a inovação.

O Mori Building Digital Art Museum, inaugurado em Tóquio, é o primeiro totalmente dedicado à arte digital. Na imagem há projeções em paredes que lembram flores nas cores rosa e vermelho, em meio às imagens pessoas vagueiam e observam.

Com cerca de 50 instalações construídas a partir de códigos de computação, apostando em um jogo de cores e sons, o Mori Building Digital Art Museum, inaugurado em Tóquio, em 2018, foi o primeiro museu do mundo totalmente dedicado à arte digital. O projeto tem como objetivo mudar a perspectiva dos visitantes em relação à exposição.

Localizado em Jaguaré do Sul, Santa Catarina, o Museu WEG de Ciência e Tecnologia, também foi criado com a proposta de ser um espaço para que as pessoas pudessem não apenas ver o registro do avanço científico e tecnológico, como também vivenciá-lo. Para além dos conceitos básicos, o visitante vê a aplicação dos produtos no cotidiano das cidades, casas e indústrias e interagem com as atrações de cada exposição.


Outras Notícias

Tecnologias assistivas na educação: o que gestores e professores precisam saber

14/04/2026

Tecnologias assistivas na educação: o que gestores e professores precisam saber

Confira 10 ferramentas gratuitas e acessíveis que podem transformar a rotina escolar de milhões de estudantes com deficiência matriculados na rede pública

IA na educação: como a inteligência artificial pode se tornar aliada da aprendizagem

06/04/2026

IA na educação: como a inteligência artificial pode se tornar aliada da aprendizagem

Relatório da OCDE reforça que o uso pedagógico intencional da IA é essencial para fortalecer a aprendizagem e evitar que a tecnologia se torne apenas um atalho para respostas prontas

Tecnologias educacionais: 10 aplicativos gratuitos para usar em sala de aula

30/03/2026

Tecnologias educacionais: 10 aplicativos gratuitos para usar em sala de aula

Com intencionalidade pedagógica, ferramentas digitais gratuitas podem fortalecer o aprendizado, promover o protagonismo estudantil e desenvolver competências digitais essenciais

Lia Glaz: inclusão digital vai além do acesso e é chave para a equidade na educação

27/03/2026

Lia Glaz: inclusão digital vai além do acesso e é chave para a equidade na educação

No Dia Nacional da Inclusão Digital, a diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo reforça que a equidade na aprendizagem depende da integração entre currículo, formação docente e infraestrutura

Como a tecnologia fortalece a solidariedade e a cidadania nas escolas

19/03/2026

Como a tecnologia fortalece a solidariedade e a cidadania nas escolas

Projetos solidários potencializados pela cultura digital desenvolvem competências socioemocionais, promovem inclusão, estreitam vínculos comunitários e incentivam uma cultura de cidadania ativa

Jogos de tabuleiro podem melhorar em até 76% o desempenho em matemática

13/03/2026

Jogos de tabuleiro podem melhorar em até 76% o desempenho em matemática

Pesquisa internacional mostra que apenas 10 minutos de brincadeira com números já fortalecem habilidades matemáticas nos anos iniciais — abordagem que também dialoga com soluções de tecnologia educacional