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11.05.2022
Tempo de leitura: 6 minutos

Relatório Sociedade Digital traz um panorama da transformação digital na América Latina

A publicação da Fundação Telefônica global aborda como o desenvolvimento de competências e habilidades associadas às novas tecnologias constituem um poderoso fator de inclusão social. Saiba mais!

Jovem está mexendo em um aparelho de celular enquanto caminha por uma rua dentro de uma comunidade na América Latina. Ele é moreno, tem os cabelos curtos e usa uma camiseta branca.

A Fundação Telefônica Vivo acaba de lançar o relatório Sociedade Digital na América Latina, referente aos anos de 2020 e 2021. Publicado há 20 anos na Espanha pela Fundação Telefônica global, é a primeira vez que o documento aborda detalhadamente as transformações da sociedade digital de cada país latino-americano.

A principal conclusão do documento é sobre a importância da digitalização para superar a crise causada pela pandemia de Covid-19. De acordo com o relatório, o conceito está diretamente relacionado ao crescimento econômico, ao emprego de qualidade, à sustentabilidade e à inclusão. De tal forma que ele será essencial para desenvolver a sociedade como um todo.

A partir daí, o material analisa as particularidades, as oportunidades e os desafios para a evolução digital nos países da América Latina.

No capítulo dedicado ao Brasil, o relatório traz um resumo do contexto socioeconômico e da evolução da digitalização no país. Além disso, apresenta um artigo do jornalista e especialista em telecomunicações, Samuel Possebon, sobre o papel brasileiro na nova era da conectividade.

Confira os principais destaques!

Sociedade Digital no Brasil 

A partir de dados sobre o contexto socioeconômico do país, o relatório apresenta um panorama do ecossistema digital no Brasil. A análise considera indicadores como a cobertura dos serviços de telecomunicações, assim como os principais usos da internet pelos cidadãos brasileiros.

O capítulo mostra, ainda, a posição brasileira em rankings internacionais relacionados com o processo de digitalização e indica a liderança da iniciativa privada na conectividade em todo país.

Por fim, o artigo do jornalista e especialista em telecomunicações, Samuel Possebon, projeta que o país deve resolver o déficit da conectividade em meados dessa década. Dessa forma, o próximo desafio será garantir que ela seja usada de forma efetiva para o desenvolvimento social e econômico. E assim, colocar o país em um papel de destaque no âmbito das novas tecnologias.

“Para isso, é urgente desenvolver políticas públicas que contemplem algumas questões. Por exemplo, garantir que as pessoas desenvolvam as competências necessárias para um bom uso das plataformas digitais, o que implica investir na educação digital”, afirma.

O jornalista também indica a necessidade de estabelecer segurança e a ampla adoção das tecnologias para promover a digitalização no Brasil.

“[É preciso] garantir um ambiente seguro e respeitoso com a privacidade dos internautas. O que implica uma regulamentação clara e eficaz da questão dos dados pessoais e promover a adoção de tecnologias digitais por empresas, governos e cidadãos”, ressalta.

 

Competências digitais em prol da inclusão social 

O relatório Sociedade Digital na América Latina aponta a desigualdade social como um dos maiores desafios para a educação digital na região. Uma vez que ainda existem obstáculos como conectividade, segurança e acessibilidade para o desenvolvimento de alunos latino-americanos. Da mesma forma, destaca a falta de habilidades e de competências digitais como uma das barreiras para a educação digital, de acordo com a OCDE.

A crise provocada pela Covid-19 e a consequente limitação do ensino presencial ressaltaram a importância da internet e das tecnologias de comunicação como meios para garantir a continuidade do processo de aprendizagem.

​​“Não há dúvidas da relevância da conexão, mas enquanto as políticas públicas focarem apenas na infraestrutura de internet em vez do desenvolvimento de competências digitais e novas práticas pedagógicas, não estaremos preparando os jovens para as exigências da sociedade”, afirma Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo.

Nesse sentido, o estudo destaca como as competências e habilidades associadas às novas tecnologias são um poderoso fator de inclusão social. E também, como se tornaram necessárias em todas as áreas da vida, como estudo, lazer e trabalho.

Digitalizar para aproximar 

A transformação digital exige cada vez mais o uso das tecnologias de maneira crítica e a favor da sociedade. Alinhada a esse propósito, a Fundação Telefônica Vivo acredita que a digitalização do Brasil é uma ferramenta importante para uma sociedade mais justa, humana e inclusiva. Por esse motivo, o foco da sua atuação social está em apoiar a digitalização da educação pública, voltada para o desenvolvimento das competências digitais em educadores e estudantes. Saiba mais!

De olho no futuro: preenchendo as lacunas para uma sociedade digital na América Latina 

“Não há dúvida de que a recuperação da crise gerada pela pandemia de Covid-19 será digital”, aponta uma das conclusões do relatório. Mas como fazer uma transformação digital inclusiva e sustentável na América Latina?

De acordo com o estudo, além do investimento em infraestruturas e sistemas, um dos grandes obstáculos na região é a falta de formação digital do capital humano. O material também indica a importância de superar a desigualdade de gênero nas profissões técnicas e digitais e incorporar mais mulheres em atividades profissionais cuja presença ainda é pequena.

E mais do que isso, olhar a digitalização como uma oportunidade de crescimento e de geração de empregos é essencial para a redução da desigualdade. Todos esses fatores devem ser alinhados à Agenda 2030 e ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Quanto ao futuro, a publicação destaca que inteligência artificial continuará se desenvolvendo, que as máquinas aprenderão cada vez mais e que a automação dos processos industriais modificará radicalmente o mercado de trabalho.

Isso exigirá o compromisso das instituições sociais, econômicas e democráticas, bem como uma colaboração mais intensa entre os setores público e privado.

“Preparar as pessoas para a era digital é um desafio complexo, que deve envolver toda a sociedade. Além de levar em conta que boa parte dos empregos que o mercado de trabalho exigirá no futuro ainda não existe. Desconhecemos praticamente tudo o que está por vir, mas temos uma certeza: para projetar o amanhã é essencial conhecer bem o presente”, conclui César Alierta, Presidente da Fundação Telefônica, em sua mensagem no relatório.

Quer saber mais sobre a transformação digital na América Latina? Então, baixe o relatório Sociedade Digital e fique por dentro do assunto!


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