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01.03.2019
Tempo de leitura: 5 minutos

Seis iniciativas para entender o movimento slow fashion

Conheça marcas comprometidas em garantir uma cadeia produtiva consciente

A imagem mostra a fachada de uma loja com manequins e alguns cartazes

movimento slow – expressão que em inglês  significa “devagar” –  tem despontado como alternativa para a dinâmica massiva de produção industrial.  O principal objetivo desse conceito é incentivar as marcas e o público a resgatarem valores como sustentabilidade, diversidade, ética e consumo consciente.

É o caso do slow fashion, tendência que surgiu em oposição aos hábitos de consumo excessivos e também às condições degradantes que envolvem a cadeia produtiva na indústria da moda. A concepção foi criada pela consultora inglesa Kate Fletcher, em 2008, e inspirada nas bases do slow food, conceito que defende a busca por uma alimentação de qualidade.

A ideia é respeitar o tempo de cada etapa da produção, impedindo que estilistas tenham que criar 10 a 30 modelos de roupa por dia, sem poder pensar com o tempo devido em qual a necessidade de criar o produto”, define Marina de Luca, diretora de Comunicação do Fashion Revolution Brazil.

Além de se preocupar com todo o processo envolvido na confecção, o movimento  traz ainda um olhar mais amplo em relação ao estilo de vida. A missão é não apenas mudar a forma de vestir, mas também a forma de pensar, sobretudo no ato de adquirir os produtos.

“Quando as pessoas entendem o processo por trás de suas roupas, como são feitas, do que são feitas, quem fez e depois, pensam para onde vão ao serem descartadas, não tem como não se sensibilizar”, acrescenta Fernanda Simon, consultora de moda sustentável e co-idealizadora do Eco Fashion Week.

“Escolhas mais conscientes podem variar desde o simples ato de não comprar, usar o que já tem, cuidar bem, consertar e trocar com amigos. Só assim podemos mudar hábitos de consumo”, reflete.

Para explicar um pouco melhor esse movimento, indicamos seis iniciativas slow fashion que se comprometem a desacelerar os padrões com muita qualidade e essência. Conheça alguns princípios para não ficar de fora dessa moda!

Clo – Sustentabilidade e causa

A marca de sapatos que foi batizada com o nome da cachorrinha do casal fundador, Clo, tem como premissa produzir calçados a partir de resíduos industriais e revertê-los para ONGs ou instituições de proteção aos animais.

Localizada em Novo Hamburgo (RS), região famosa pelo segmento de calçados, a Clo trabalha o conceito de slow fashion aproveitando o material desperdiçado por essas indústrias – impedindo que mais recursos sejam gastos – e desenvolvendo modelagens exclusivas (na maioria das vezes edições limitadas).

As vendas são feitas online e 10% da receita adquirida é doada, a cada três meses, para organizações locais.  Além de garantir a sustentabilidade, a marca reverte a lógica de consumo e incentiva o ecossistema local.

 

Karmen – Qualidade na confecção

A maior preocupação da marca curitibana criada pelo artista Rimon Guimarães está no tecido das peças. Essa premissa é garantida da seguinte forma: os materiais descartados da indústria têxtil, partindo de fornecedores devidamente regulamentados, é utilizado na confecção das peças da Karmen e reforçado para durarem mais.

Damn Project – Ciclo de vida

O ciclo de vida dos produtos é uma preocupação típica do slow fashion, pois determina o ritmo de consumo para substituí-los. O Damn Project surgiu justamente para tentar solucionar esse problema: sua missão é funcionar como um brechó consciente. Além de apoiar marcas e designers brasileiros, trabalham para colocar de volta no mercado roupas em desuso.

 

Gioconda Clothing – Diversidade

Gioconda Clothing, marca de lingeries, já vem com o DNA do slow fashion na proposta inovadora: produção artesanal de roupas de baixo confortáveis para ficar em casa! Indo na contramão da plasticidade das lingeries, as peças são produzidas em pequena escala e tem todos os materiais certificados e 100% brasileiros.

Ahlma – Preço

A imagem mostra a fachada de uma loja com manequins e alguns cartazes

Geralmente, as marcas slow fashion costumam ser um pouco mais caras devido ao processo produtivo artesanal e em pequena escala. Para entender exatamente o porquê e o que estão pagando, a Ahlma, grife carioca idealizada pelo estilista André Carvalhal. preocupa-se em detalhar cada peça com a descrição da origem dos materiais, quanto do valor corresponde aos impostos, custo operacional, investimento e lucro.

Doisélles – Ética

Doisélles tem um diferencial no processo produtivo de suas peças: o valor social. A marca idealizada por Raquell Guimarães usa trabalhos em tricô e crochê, que são realizados por detentos de duas penitenciárias de segurança máxima em Minas Gerais. A oficina é composta por homens que aprendem a tecer em troca de salário, redução de pena e auxílio às famílias.

Além disso, a capacitação profissional também está entre os objetivos principais, tendo como destino os investimentos adquiridos com o lucro das peças.


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