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01.04.2019
Tempo de leitura: 3 minutos

Unesco premia iniciativas que inovaram com o uso de tecnologia na educação

Um editor de imagens criado na Finlândia e uma ferramenta holandesa de jogos educacionais para crianças em situação de conflito venceram o Prêmio Unesco – Rei Hamad Bin Isa Al-Khalifa

Unesco premia iniciativas que inovaram com o uso de tecnologia na educação

A tecnologia que facilita o aprendizado visual ThingLink, da Finlândia, e a ferramenta de jogos educacionais para crianças em zonas de conflito Can’t Wait to Learn, criada na Holanda, foram as vencedores do Prêmio Unesco – Rei Hamad Bin Isa Al-Khalifa, que reconheceu o uso inovador da tecnologia na educação.

A cerimônia foi realizada no dia 12 de março, na França, sede da Unesco – Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura. Além de certificação internacional, os vencedores receberam US$ 25 mil (aproximadamente R$ 93 mil) por seus projetos inovadores.

A premiação anual foi criada em 2005 pelo Reino do Bahrein, pequeno país do Golfo Pérsico. A edição de 2018 focou no aproveitamento de tecnologias inovadoras – Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) – para oferecer educação de qualidade para grupos vulneráveis, que sofrem com barreiras culturais e econômicas, deficiências, desigualdade de gênero ou situações afetadas por crises.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lembrou, em seu discurso de abertura da premiação, que globalmente mais de 65 milhões de pessoas foram deslocadas à força. Mais de 262 milhões de crianças estão fora da escola. Apenas na África Subsaariana, menos de 40% das meninas completam 9 anos de estudo. “É por isso que deve ser dada atenção especial aos grupos mais marginalizados e vulneráveis, muitas vezes privados de seu direito à educação”, declarou.

Entre os 139 indicados para concorrer ao prêmio de 2018, estavam três escolas brasileiras, entre elas a EM Manoel Domingos de Melo, apoiada pela Fundação Telefônica Vivo no programa Inova Escola. Localizada em Vitória de Santo Antão, na zona rural pernambucana, a escola aposta na inclusão digital: mais de 85% dos educadores utilizam internet 4G todos os dias em suas aulas e 81% dos alunos trabalham com internet para atividades pedagógicas, com destaque para produção audiovisual.

Os vencedores

Criada na Finlândia, a empresa de educação e tecnologia de mídia ThingLink é responsável por um editor que melhora imagens e vídeos com informações adicionais e links.

A ferramenta digital foi considerada inovadora por ser personalizável e acessível, além de promover o aprendizado de todos, incluindo pessoas com deficiências. Mais de seis milhões de professores, estudantes e educadores em todo mundo já usaram a ferramenta para documentar experiências de aprendizado, praticar habilidades de alfabetização digital e melhorar o repertório cultural.

Imagem mostra quadro projetado para além de uma parede de um prédio histórico, acompanhado de uma legenda descritiva. O projeto ThingLink foi um dos premiados pelo uso de tecnologia da educação em iniciativa da Unesco.

Já o programa Can’t Wait to Learn (Não espere para aprender) foi desenvolvido pela organização não-governamental holandesa War Child Holland, que garante assistência a crianças que vivem em situação de conflito.

A solução é rápida e eficaz ao oferecer às crianças afetadas a oportunidade de aprender através de jogos educacionais personalizados em tablets. Atualmente funciona em países como Sudão, Jordânia, Líbano e Uganda, mas é replicável em diferentes contextos.

O júri da premiação também reconheceu mais oito projetos de tecnologia na educação da Índia, Gana, Canadá, Togo, Emirados Árabes, Camarões, Bélgica e Jordânia.

Menino usando moletom colorido e fone de ouvido faz parte do projeto Can’t Wait to Learn, um dos premiados pelo uso de tecnologia da educação em iniciativa da Unesco.

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