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03.02.2017
Tempo de leitura: 4 minutos

A publicidade que une marketing e causas de impacto social

Adesivos da empresa Shoot the Shit ajudam a informar passageiros de ônibus em pontos de Porto Alegre

Adesivo instalado pela empresa Shoot the Shit em pontos de ônibus

Adesivos da empresa Shoot the Shit usam conceitos do marketing para gerar impacto social e ajudam a informar passageiros de ônibus em Porto Alegre

Imagine impactar uma malha de transporte urbano com adesivos, canetas e boa vontade? Foi exatamente o que aconteceu na ação Que Ônibus Passa Aqui?, em Porto Alegre.

Cansados da falta de informação sobre os ônibus que paravam nos pontos da capital gaúcha, os amigos Gabriel Gomes, Luciano Braga e Giovani Groff desde 2012 disponibilizam online e gratuitamente um adesivo que faz essa mesma pergunta e pode ser colado nas paradas. O objetivo é que os passageiros anotem nele as linhas que passam naquele local.

O que começou com tímidas réplicas se tornou um movimento colaborativo intenso, inspirador de políticas públicas e ganhador do prêmio Mobilidade Minuto de 2014, do Instituto Mobilidade em Movimento. Além disso, o projeto já foi replicado em mais de 30 cidades, sendo duas de fora do Brasil – Lima, no Peru, e Cidade do México, capital do país – e cerca de 6 mil adesivos foram impressos desde seu lançamento.

Esses mesmos amigos há muito estavam insatisfeitos com o rumo do mercado publicitário e não acreditavam ter liberdade criativa para colocar seus projetos de pé e comunicar com pessoas ou causas. “Éramos pagos para ser criativos, mas os projetos mais legais, e nos quais mais acreditávamos, não iam para frente, porque a comunicação tradicional não conseguia abarcá-los”, explica Gabriel. Assim, de conversas informais, surgiram ações como Que Ônibus Passa Aqui? e os adesivos de conscientização Salve uma vida, apague o seu cigarro. Os sócios perceberam um padrão em suas iniciativas, e que sistematizá-las poderia dar origem a uma nova forma de comunicação das marcas, unindo estratégias de publicidade e causas de impacto social. Foi dessa forma que nasceu em agosto de 2010 a Shoot the Shit, expressão que em português significa jogar conversa fora.

“Entendemos que a comunicação é uma das ferramentas mais poderosas de transformação, seja desenvolvendo um novo comportamento, inspirando alguém, mobilizando um grupo de pessoas seja vendendo produtos. Utilizamos a comunicação para gerar valor e fazer com que marcas deixem seu legado”, diz Gabriel.

Compartilhando o simples

Com o objetivo de engajar pessoas em causas sociais, a Shoot the Shit aposta em duas premissas. A primeira é a ideia de que simplicidade é sempre atraente – conteúdos bem feitos e de fácil compreensão têm mais potencial de alcançar um grande número de pessoas. A segunda é que ser replicável é fundamental para o engajamento – ideias simples despertam o interesse dos consumidores em compartilhá-las.

Para isso, a empresa usa a força das redes sociais e de financiamentos colaborativos para viralizar campanhas e fazer os usuários se sentirem parte dos processos criativos, de forma a se comunicarem com o que consomem.

Banco de praça instalado pela Shoot the Shit tem carregadores para celular

Um dos projetos mais recentes da Shoot the Shit foi espalhar bancos com vasos de plantas por Porto Alegre. Além de trazerem mais verde para a cidade, eles ainda fornecem carregadores de celulares. Tudo pensado como uma nova forma de os cidadãos utilizarem o espaço público.

No Social Good Brasil 2016, festival de empreendedorismo social que acontece anualmente em Florianópolis e do qual a Fundação Telefônica Vivo é parceira, a Shoot the Shit compartilhou sua experiência em articulação com o terceiro setor expondo a pesquisa (realizada em parceria com o Instituto Arapyaú e a agência Cause) sobre como ONGs usam a comunicação para engajamento.

Segundo Gabriel, é necessário que tanto as marcas quanto o terceiro setor atraiam pessoas criativas e apostem em canais de comunicação cada vez mais claros. “Comunicar causas não é vender mais, é dizer que você acredita em uma realidade e quer apoiá-la. É preciso mudar a percepção, não mais pensar em serviços, e sim no universo de como fazer o bem e fazer o outro participar disso ativamente”, diz.


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