Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artifical: Caminhos para a BNCC Computação"

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06.08.2020
Tempo de leitura: 6 minutos

Evento Amostre-SE traz boas práticas de Sergipe e debate inovação na educação

Encontro online trouxe especialistas para falar do uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e sobre a importância da formação continuada ao educador

Imagem do banner de divulgação do evento Amostre-SE

Um momento de celebração para debater a inovação na educação. Assim pode ser resumido o Amostre-SE, encontro online que promoveu o compartilhamento de práticas pedagógicas desenvolvidas por professores de Sergipe. Além dos educadores, o evento reuniu coordenadores pedagógicos, diretores escolares e gestores das redes Municipais e Estadual de Sergipe para levantar uma reflexão sobre o uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na educação e a importância da formação continuada de educadores.

O encontro foi idealizado pelo Instituto Paramitas, um dos parceiros executores do Aula Digital, projeto que integra o ProFuturo – programa global da Fundação Telefônica Vivo, criado em parceria com a Fundação ”la Caixa” e que tem entre os seus pilares a promoção da educação para o século XXI por meio do empoderamento de professores com formações e  integração com os meios digitais.

Em Sergipe, o Aula Digital também conta com apoio da Secretaria do Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (SEDUC) em Regime de Colaboração com municípios e já chega a 566 escolas municipais e estaduais, beneficiando cerca de 4,3 mil educadores.

“Nossos estudantes têm vibrado com as práticas inovadoras”, afirmou na abertura do encontro Josué Modesto dos Passos Subrinho, secretário da Educação, Esporte e Cultura de Sergipe. “Antes da pandemia, fazia visitas não programadas às escolas e uma das mais felizes foi quando os estudantes estavam totalmente focados no programa de alfabetização e não quiserem dar atenção às visitas. Espero que o Aula Digital se aprofunde e traga a cultura digital definitivamente às nossas escolas”, concluiu.

Renata Altman, gerente de programas sociais da Fundação Telefônica Vivo, lembrou também que o projeto passa por um marco importante em 2020. “Celebramos três anos de Aula Digital em Sergipe. Em nome de toda a equipe, quero agradecer a parceria tanto com a Secretaria Estadual quanto com as Municipais, além dos parceiros e, principalmente, os educadores, que junto dos estudantes são elemento principal para fazer o projeto acontecer. Sem eles, nada disso seria possível”.

Claudia Stippe, presidente do Instituto Paramitas, , lembrou que devido ao contexto trazido pela pandemia, a educação a distância tornou-se uma realidade. “Passou a ser imperativa e nada melhor que falar de tecnologia para apoiar alunos em sala de aula. Vamos mostrar um pedacinho do que já conseguimos”, afirmou ao dar boas vindas aos participantes.

Uma conversa sobre inovação na educação

O professor doutor Carlos Alberto de Vasconcelos, da Universidade Federal de Sergipe, abriu as conferências abordando o tema Tecnologia da Informação e comunicação (TIC) e formação de professores.

“A educação não se reduz à técnica, mas não se faz educação sem ela. Utilizar computador, celulares, smartphones na educação pode expandir a capacidade crítica de nossos alunos”, definiu o professor Carlos sobre a urgência de se utilizar a tecnologia como uma forma de expandir e criar os saberes colaborativamente.

Na segunda conferência do dia, Bianca Castiglione, que  lidera na Fundação Telefônica Vivo  o projeto Escola Digital – plataforma gratuita que oferece mais de 30 mil recursos digitais de aprendizagem – falou sobre os roteiros de estudo da plataforma e evidenciou a incorporação da tecnologia em sala de aula como um processo.

Para Bianca, é urgente se pensar em novas formas de ensinar e de se conectar com as pessoas em um plano concreto de transformação na educação que envolva toda a comunidade escolar. “Em um processo de inovação, cinco dimensões precisam ser atingidas: a gestão deve estar envolvida, uma revisão de currículo escolar permeia o processo, é preciso um ambiente provocativo e metodologias adequadas e, por fim, precisa existir uma articulação entre agentes”, enumerou.

As boas práticas de Sergipe

Como exemplo de boas práticas, foram mostrados dois projetos desenvolvidos em escolas de Sergipe dentro do contexto do Aula Digital. A professora Marleide dos Santos Vasconcelos, da EM Zulívia Alves Nascimento, em Aruá (SE), transforma a vida de seus estudantes por meio da leitura e tudo foi potencializado com a chegada de dispositivos tecnológicos e a construção de novas metodologias de ensino e aprendizagem, o que incentivou os alunos a aprenderem a ler.

Já a professora Virgínia Olegario da Silva Oliveira, da Escola Municipal Alcino Manoel Prudente em Laranjeiras (SE), contou como um plano interdisciplinar executado durante a Semana da Consciência Negra impactou na autoestima dos estudantes por meio da reflexão sobre competências socioemocionais.

Um passo à frente

Mila Gonçalves, gerente global de inovação educativa e produto da Fundação ProFuturo, encerrou a série de conferências com o tema O Uso das Tecnologias em Processo de Aprendizagem. Ela iniciou sua fala com uma frase do cantor e compositor Chico Science: “um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”.

“E quantos passos já demos neste projeto do Aula Digital?  Por isso, vamos olhar nossa  evolução e falar em transformação como um processo”, afirmou. A especialista ressaltou a revolução trazida pela internet, não só na forma como nos comunicamos e consumimos informação, mas também nos processos de aprendizagem.

Mila Gonçalves afirmou que é um momento de entender as lições trazidas pelo contexto da pandemia e de dar suporte a quem ainda não está familiarizado com o uso de ferramentas digitais, exercitando o compartilhamento de conhecimento. Para ela, o papel do professor tornou-se ainda mais central para a inovação na educação.

“Na pandemia ficou claro que o papel do professor é essencial e não cabe mais essa discussão. Não podemos abrir mão da tecnologia e vejo o estabelecimento de redes e a questão do protagonismo, pois a internet trouxe autoria da voz e todos podemos produzir conteúdo”, finalizou.


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