Recomendações para Formação Docente em Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica

Notícias

22.10.2015
Tempo de leitura: 4 minutos

Fundação Telefônica Vivo conhece a World Maker Faire

Feira internacional, que acontece em Nova Iorque, junta práticas inovadoras dentro do movimento Makers.

A World Maker Faire New York 2015, evento que reuniu iniciativas makers e pensadores do tema, teve de tudo: robôs gigantes de plasma, corridas de drones, campeonatos de futebol disputados por androides e crianças fazendo seus próprios brinquedos. O denominador comum desses projetos inventivos é botar a mão na massa. E foi para observar e aprender sobre essas e outras tendências que a Fundação Telefônica Vivo e a Fundação Lemann estiveram presentes.

Grande parte da feira acontece em um parque aberto – daí o nome – tanto para permitir uma interação mais livre entre expositores e visitantes, como também por conta de acontecimentos que só poderiam ser realizados a céu aberto, como exposições de foguetes escolares. Larissa Dantas, da Fundação Telefônica Vivo, conta que o ideal maker está bem enraizado no cotidiano norte-americano: “É um traço cultura muito forte, o fazer por você mesmo. O trabalho manual é muito valorizado. Também tem a questão de acesso: é fácil adquirir máquinas, kits de robótica e mecânica, o que possibilita o florescimento de um ecossistema maker”.

Havia toda uma programação voltada para a educação dentro das iniciativas makers, com um palco só para o tema. Larissa conta que muitos dos cases apresentados visavam a cultura maker como facilitadora da aprendizagem de matérias que são difíceis se de compreender no campo abstrato, como matemática e física. Um dos exemplos foi o projeto de Andy Forest, School Projects With Internet Brains, onde alunos desenvolvem uma relação afetiva com tecnologia, usando-a na sala de aula para aprender e criar.

A potência do movimento Maker dentro das escolas como ferramenta de aprendizado é tanta que até universidades estão estudando o tema para melhor aplicá-lo. Tiago Maluta, da Fundação Lemann, se inspirou em um estudo da Tufts University. “Eles desenvolvem linhas de pesquisa para espaços makers, trabalhando a ideia de como construí-los para a necessidade de seu local e das crianças que estarão nele aprendendo”, contou.

Larissa também divide que um dos grandes aprendizados que a feira trouxe é que a cultura maker tem que ser aplicada nos processos educativos desde a mais tenra idade e fazer parte das diretrizes pedagógicas da escola. “Aqui, esse tipo de iniciativa está no currículo básico das instituições. As crianças aprendem robótica cedo, existem kits infantis com peças que se ligam a ímãs para ensinar noções de eletrônica e condução de energia. Seria muito legal ter algo parecido no Brasil”.

Tiago revela que foi tocado pelo espírito de colaboração que existe na Maker Faire: “A feira é um local de experimentação, de conversar com as pessoas e e ver projetos. Os papos que ouvimos de um expositor para o outro eram: como você fez isso, você pode me ensinar? É um modelo bonito de se ver, e voltamos com muitas ideias, querendo plantar essa semente aqui”.

O Programaê!, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo e da Fundação Lemann, lançou este ano, um edital inédito para mapear iniciativas makers dentro do campo da educação. Tiago diz que os projetos contemplados têm sinergia com o que ele e Larissa aprenderam na Maker Faire. Identificar o que tem sido feito de significativo nessa área é resgatar um espírito engenhoso e inventivo, e ensiná-lo para as crianças e jovens que construirão o futuro do Brasil.


Outras Notícias

Dia das Meninas nas TICs: A tecnologia também é delas

22/04/2026

Dia das Meninas nas TICs: A tecnologia também é delas

Estudantes e profissionais relatam como a escola e a mentoria ajudam a enfrentar vieses de gênero, fortalecer a confiança e ampliar a presença feminina na tecnologia

Tecnologias assistivas na educação: o que gestores e professores precisam saber

14/04/2026

Tecnologias assistivas na educação: o que gestores e professores precisam saber

Confira 10 ferramentas gratuitas e acessíveis que podem transformar a rotina escolar de milhões de estudantes com deficiência matriculados na rede pública

IA na educação: como a inteligência artificial pode se tornar aliada da aprendizagem

06/04/2026

IA na educação: como a inteligência artificial pode se tornar aliada da aprendizagem

Relatório da OCDE reforça que o uso pedagógico intencional da IA é essencial para fortalecer a aprendizagem e evitar que a tecnologia se torne apenas um atalho para respostas prontas

Tecnologias educacionais: 10 aplicativos gratuitos para usar em sala de aula

30/03/2026

Tecnologias educacionais: 10 aplicativos gratuitos para usar em sala de aula

Com intencionalidade pedagógica, ferramentas digitais gratuitas podem fortalecer o aprendizado, promover o protagonismo estudantil e desenvolver competências digitais essenciais

Lia Glaz: inclusão digital vai além do acesso e é chave para a equidade na educação

27/03/2026

Lia Glaz: inclusão digital vai além do acesso e é chave para a equidade na educação

No Dia Nacional da Inclusão Digital, a diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo reforça que a equidade na aprendizagem depende da integração entre currículo, formação docente e infraestrutura

Como a tecnologia fortalece a solidariedade e a cidadania nas escolas

19/03/2026

Como a tecnologia fortalece a solidariedade e a cidadania nas escolas

Projetos solidários potencializados pela cultura digital desenvolvem competências socioemocionais, promovem inclusão, estreitam vínculos comunitários e incentivam uma cultura de cidadania ativa