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21.06.2016
Tempo de leitura: 4 minutos

Inovação e cultura sobre rodas no Caminhão MundoMaker, que viajará por cidades brasileiras

Apoiado pelo Programaê, veículo levará laboratório móvel para mais de 2,5 mil alunos e 400 educadores

Apoiado pelo Programaê, veículo do MundoMaker levará laboratório móvel para mais de 2,5 mil alunos e 400 educadores.

No tracejo do mapa e na rotação dos pneus, serão percorridos mais de oito mil quilômetros. Atravessando floresta e sertão, cidades miúdas ou grandes metrópoles, o que o inovador caminhão levará não pode ser mensurado em números. É preciso sentir a vibração de crianças e adultos que se descobrem capazes de desvendar a tecnologia, de utilizar objetos simples para criar engenhocas… Capazes, em qualquer idade, de fazer parte de uma cultura alcançável. A cultura maker é para todos, e é por isso que o caminhão MundoMaker irá atravessar o país de São Paulo até o Pará.

O caminhão é uma iniciativa do MundoMaker, espaço de educação focado em trazer o universo faça-você-mesmo para dentro de contextos educacionais, utilizando tecnologia, programação e outras ferramentas e linguagens digitais. Aproveitando o convite para participar do encontro IDDS Amazon, que acontecerá no Pará, os idealizadores do projeto optaram por fazer paradas educativas em 14 cidades entre São Paulo e Boa Vista do Acará, no Pará. A Excursão MundoMaker_Pará acontece desde 13 de junho até 27 de agosto, estacionando em espaços como escolas e outras instituições públicas.

Agenda

Quer saber todos os endereços pelos quais o Caminhão Mundo Maker vai passar? Confira no site oficial a agenda atualizada

Quando aberto o caminhão, abre-se também um laboratório móvel. Os materiais vão desde os mais simples e cotidianos, como fita crepe, até inusitados, como as impressoras 3D. Ainda que tenham muito para compartilhar com os oficineiros, os educadores que embarcam na viagem estão mais interessados em aprender. “O instrumento principal, no nosso caso, são os ouvidos e não a boca. Estamos indo para esses lugares tentando entender quem é o sujeito que está querendo aprender e oferecer um caminho melhor e mais fácil para o que ele deseja”, explica Fábio Zsigmond, um dos idealizadores do MundoMaker.

Ainda que se modificando ligeiramente com base no terreno onde irá atuar, o caminhão MundoMaker oferecerá quatro tipos de atividades: uma palestra para o público em geral, que introduz a cultura maker; uma oficina de experimentação onde os participantes podem testar os dispositivos do veículo e aprender com eles; a terceira atividade, específica para o educador, permite que ele crie um objeto afetivo com materiais simples, ajudando-o repensar seu papel como professor. Por fim, acontecerá uma roda de conversa sobre os aprendizados desenvolvidos.

Dentro das cidades paraenses Boa Vista do Acará e Curralinho, onde o convívio será mais longo, o caminhão MundoMaker fará um projeto de imersão com as comunidades ribeirinhas. Como a população vive da extração do açaí, os educadores e os moradores se reunirão para repensar práticas de manejo, criando soluções conjuntas para a segurança dos trabalhadores envolvidos. Fábio complementa: “Queremos ouvir o que eles têm a dizer, para que possam ganhar um aprendizado significativo e usá-lo em suas vidas”.

Além de exemplificar na prática as tendências tecnológicas, o que interessa para os educadores do caminhão é que, assim que colocarem o pé na estrada novamente, as experiências cultivadas em cada território se expandam, e o que o aprendizado criativo permaneça como legado – para isso, trabalham com softwares abertos e com práticas educativas que podem ser replicadas e aprimoradas. “Nossa intenção é que as pessoas consigam ter o recurso para depois que formos embora. Usando softwares livres, os educadores podem usá-los dentro de suas aulas de aula e biblioteca.”

O projeto não vai gerar nenhum custo para as escolas nas quais estacionará, pois conta com o apoio do Programaê!, ação da Fundação Lemann e da Fundação Telefônica Vivo; da WorldQuant Foundation e apoio técnico do MIT Media Lab. Uma equipe multimídia acompanhará o trajeto para realizar pílulas em vídeos sobre cada cidade, registrando como serão as experiências. “É um projeto pioneiro. Levar a alfabetização digital, utilizando um caminhão, não é nada comum. Estamos ansiosos para ver como será!”, conclui o desenvolvedor do projeto.


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