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07.10.2022
Tempo de leitura: 6 minutos

Mundo digital: 15 palavras para o professor entender como a digitalização funciona

A cultura digital atualmente atravessa muitos campos da vida de quase todas as pessoas. Por isso, é importante para o professor entender palavras e expressões muito comuns entre aqueles que trabalham direta ou indiretamente com tecnologias digitais.

Imagem mostra termos do mundo digital

Professores, estudantes e gestores escolares são todos, em maior ou menor nível, usuários de tecnologias informacionais no mundo digital. No entanto, muitas vezes desconhecem o significado de expressões e palavras e sinônimos que explicam o que é e como funciona o mundo digital. A 42 São Paulo, instituto que tem como objetivo ensinar pessoas a programar a partir do zero, lançou o estudo Human Coders: Reprogramando o Futuro. Este trabalho reúne relatórios, pesquisas e análises de especialistas sobre o impacto da programação em três áreas: educação, empregabilidade e mercado de trabalho. Nele, é apresentado um conjunto de conceitos que ajuda a entender a sociedade da informação. Abaixo, selecionamos 15 deles que certamente estão entre os mais significativos:

O mundo digital em 15 palavras


Algoritmo: É um conjunto de comandos dados a um sistema para a realização de tarefas. No caso das mídias sociais, são estas instruções que definem como o programa vai identificar os conteúdos postados (quem escreveu, qual o tipo de conteúdo etc) e quais pessoas deverão recebê-los. O termo sistema não se refere apenas a programas de computador, mas a qualquer conjunto de elementos interligados e racionalmente organizados. Os algoritmos definem a ordem de cada ação deste sistema e as condições para que elas aconteçam. Por exemplo, numa esquina cujo fluxo de trânsito é controlado por um semáforo, o algoritmo define que motoristas e pedestres precisam: 1) estar atentos às cores das luzes de sinalização; 2) se estiver verde, podem passar; 3) se estiver amarelo, podem passar, mas com muita atenção; 4) se estiver vermelho, devem parar.


Big data: Na sociedade da informação milhões de dados são produzidos todos os dias sobre pessoas, coisas, lugares. Somente nas mídias sociais, cada clique, curtida ou comentário que se faz em uma postagem, oferece informações sobre gostos, opiniões, hábitos de consumo e muito mais. Esse volume imenso de dados pode ser usado para muitas coisas: resolver problemas de negócios, entender demandas da sociedade, melhorar a gestão pública etc. Para isso, no entanto, é preciso utilizar softwares capazes de transformar essa massa de dados em informações que possam ser analisadas e gerenciadas.


Bug: Você entra num site ou aplicativo, tenta resolver uma tarefa, e ele não funciona. Isso é chamado de bug ou erro no sistema. Daí vem a expressão: esse site está bugado.


Cloud (nuvem): Conhecida também como computação em nuvem, é a tecnologia que permite o uso remoto de recursos digitais por meio da conectividade da internet. Por exemplo, quando o professor usa alguma plataforma digital para postar atividades ou avaliações para os estudantes, ele está disponibilizando estes materiais na nuvem.


Código de computador: É a transcrição de um algoritmo para uma linguagem de computador. Para desenvolver um código, é necessário ter conhecimento de lógica computacional e linguagens de programação. Assim, o programador pode pegar o comando em texto: “se a pessoa for vegetariana, apresentar uma lista de frutas”, por exemplo, e reescreve-lo para um comando em código que seja lido pelo processador de dados do sistema.

Desenvolvedor, dev, coder, programador: Todas estas expressões se referem às pessoas que desenvolvem softwares. No Brasil, eles também são chamados de codeiros (que é um aportuguesamento de coders) e refere-se à sua capacidade criar códigos de computador. Atualmente, no mundo todo, o termo mais utilizado é dev, uma redução da palavra inglesa developer.

Experiência de usuário (UX): No mundo digital, muitas vezes, as pessoas entram num site ou aplicativo e ficam perdidas, não sabem por onde caminhar para buscar as informações ou realizar as tarefas que precisam. Isso também acontece com produtos físicos. O design de experiência do usuário (UX) é o processo utilizado para criar produtos e sistemas que garantam a seus consumidores uma experiência positiva de uso.

Hardware e Software: Hardware é a parte física de uma tecnologia digital: o computador, a câmera de vídeo ou o celular, por exemplo. Software é a parte não física destas tecnologias, referem-se aos programas de computador.

Human coder: É um conceito que coloca os seres humanos no centro dos processos de desenvolvimento de softwares. Nesse sentido, as habilidades socioemocionais de um programador são tão importantes quanto a capacidade técnica. Assim, como explica Karen Kanaan, sócia e diretora da 42 São Paulo, “a tecnologia funciona como um meio que caminha junto das necessidades e sonhos do ser humano que a projeta”.

Low-code e no-code: No mundo digital, existem plataformas de desenvolvimento de softwares que exigem baixo ou nenhum conhecimento de linguagem de programação. Estas plataformas são conhecidas como low-code e no-code e foram projetadas para que qualquer pessoa, com algum letramento em lógica de programação, seja capaz de criar sistemas digitais.

Peopleware: É qualquer pessoa que trabalha direta ou indiretamente com tecnologias digitais. Na sociedade da informação, praticamente todas as pessoas, em especial nos grandes centros urbanos, podem ser entendidas como peopleware. Um atendente de caixa de supermercado que utiliza um leitor de código de barras de produtos, por exemplo, está dentro dessa categoria.

Reskilling: é o aprendizado de novas habilidades. Numa sociedade como a informacional, em que transformações acontecem o tempo todo, o conceito de reskilling ocupa um espaço cada vez maior. O caderno dois do estudo Human Coders: Reprogramando o Futuro traz a informação de que “segundo o McKinsey Global Institute, cerca de 375 milhões de profissionais – o equivalente a 14% da força de trabalho global – podem precisar trocar de ocupação até 2030, em consequência da disrupção e do impacto provocados pela digitalização, automação e inteligência artificial no mundo do trabalho”.

A centralidade do ser humano

“Na Quarta Revolução Industrial, as tecnologias fundem os mundos físico, digital e biológico, ao passo que constroem um cenário novo, emocionante e desafiador. Diante da velocidade, amplitude e profundidade das transformações em curso, há dilemas e oportunidades no horizonte global – como pontua Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial. Há quarenta anos no centro dos grandes debates econômicos, ele explica que esse contexto é fabricado pelo ser humano e deve estar sob o nosso controle; deve ser pautado por uma narrativa positiva e compartilhada para que essa nova Revolução crie benefício para todos” (Human Coders: Reprogramando o Futuro, livro 3).


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