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06.10.2016
Tempo de leitura: 5 minutos

Na reta final do Programa Pense Grande, jovens participam de imersão sobre empreendedorismo social

Integrantes do Programa do Pense Grande participam do R.I.A. 2016, evento da Fundação Telefônica Vivo

Durante atividade relacionada à terceira etapa do Programa, os integrantes das 14 iniciativas puderam acompanhar as dinâmicas do R.I.A. 2016, da Fundação Telefônica Vivo.

Uma oportunidade para diversos jovens do Brasil. Esse é o Pense Grande, programa da Fundação Telefônica Vivo que tem como objetivo difundir uma cultura de empreendedorismo de impacto social e tecnologia digital para jovens das periferias brasileiras.

O programa Pense Grande é dividido em quatro eixos: o primeiro, Mobilizar, tem como foco instigar os jovens a pensarem em seus projetos de vida e conhecerem o empreendedorismo; já a segundo, Formar, dá a eles a chance de identificar oportunidades de empreendimentos dentro das comunidades, a criar soluções e estruturar modelos de negócios. O terceiro eixo, Apoiar, oferece recursos como assessoria, mentoria e até mesmo um capital semente por 10 meses para implementarem suas soluções. Paralelamente, acontece o quarto eixo Fortalecer, que promove o desenvolvimento de iniciativas, redes de conhecimento e investimentos para empreendimentos com impacto social no Brasil.

Atualmente, o programa que conta com 14 empreendimentos de vários estados do Brasil, dentro do eixo Apoiar, que oferece assessorias online e presenciais, imersões e mentorias para cada grupo. As imersões, momento em que os jovens são trazidos a São Paulo, são válidas para os participantes trabalharem suas competências empreendedoras, ampliarem sua rede de contatos e até escolherem seus mentores – profissionais voluntários que já tiveram ou estão tendo experiências empreendedoras e que irão acompanhar um grupo em sua jornada.
A primeira imersão ocorreu em maio, e a segunda entre 19 e 23 de setembro. Durante essa temporada mais recente, os integrantes também participaram do R.I.A. 2016, que aconteceu no dia 21, no Museu Catavento, em São Paulo. O evento, realizado pela Fundação Telefônica Vivo, uniu jovens de todo o país para debater temas sociais e compartilhar ideias a partir do tema “Viva o poder da empatia em cada atitude”.

Para o gerente de projetos sociais da Fundação Telefônica, Luis Guggenberger, a temática do R.I.A. tem tudo a ver com o Programa ao colocar os jovens como protagonistas da discussão. “Fazia todo sentido que a gente trouxesse jovens de outros programas da Fundação para participarem de um evento que discute cultura digital e juventude. Aproveitamos esta rede e ambiente que o R.IA. proporciona para criar uma atmosfera que contribuísse ainda mais com os projetos destes jovens empreendedores’’, diz Guggenberger.

A emoção de fazer parte de um evento como o R.I.A. era clara nos rostos de cada um. Na dinâmica X-RIA, diversas questões voltadas ao empreendedorismo eram aplicadas na prática. Naquele momento, o entusiasmo tomou conta dos jovens e eles puderam conhecer e apresentar suas ideias para novas pessoas.

Dentre esses jovens estava Bianca Caravajo, uma das responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo Sonar — que funciona como um Google Maps para deficientes visuais. Ela, ainda com 18 anos, decidiu colocar a ideia em prática, e não deixa de destacar a importância de estar vivendo esta experiência. “Meu maior sonho é lançar o aplicativo e fazer com que ele alcance mais pessoas. Com o programa Pense Grande está sendo possível colocar muitas coisas em prática, além disso, o R.I.A. veio em uma ótima hora. Aqui estamos conseguindo trocar experiências e entender no que podemos melhorar dentro de nossos empreendimentos”, conta animada.

Outro integrante desta edição que atualmente está participando do eixo Apoiar, também estava no R.I.A, é Guilherme Tejada, de 16 anos. O garoto, morador de Pedra Azul (MG), é responsável pelo projeto Pelos Social. Guilherme explica que a ideia surgiu como uma alternativa para ajudar os cães de rua, mas ao longo do programa, os planos mudaram e, agora, o foco está em oferecer um atendimento mais amplo, e não só para cães abandonados. No site, que ainda está sendo idealizado, existirão três principais focos: informações sobre o mundo animal, dúvidas e curiosidades; atendimento on-line acessível para pessoas que não possuem condições de pagar consultas presenciais, além da conexão entre as pessoas que querem doar ou adotar um animal.

Diretamente do Rio de Janeiro, o MOVANOS – Movimento Nosso é mais uma das iniciativas que estão participando do eixo Apoiar. O projeto aborda a educação sobre a perspectiva racial nas escolas públicas e privadas da cidade. Por meio de peças teatrais, Lu Fortunato, junto com a equipe envolvida no trabalho, busca resgatar a autoestima dos alunos, tratando de forma mais ampla a questão da cultura negra.

A última imersão do eixo Apoiar acontecerá em janeiro de 2017. Até lá, os jovens ainda contarão com assessorias presenciais e online, além de mentorias, a fim de desenvolverem ainda mais o potencial de cada projeto.


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