Nota técnica "Educar na era da Inteligência Artificial: Caminhos para a BNCC Computação"

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31.10.2019
Tempo de leitura: 6 minutos

Secretarias de Educação incentivam a formação continuada de professores

Três secretarias de Educação compartilham suas experiências com o projeto Escolas Conectadas, plataforma de formação continuada de professores

Como aponta a pesquisa Profissão Professor, lançada em 2018 pela organização Todos pela Educação, 69% dos professores entrevistados querem urgentemente mais formação continuada. Em sintonia com essa necessidade, a Fundação Telefônica Vivo tem na articulação com secretarias de Educação uma das estratégias para que estados e municípios incentivem cada vez mais a formação de professores e, consequentemente, contribuam para o fortalecimento de uma educação pública de qualidade no Brasil.

Na prática, essa possibilidade de formação continuada de professores acontece por meio do projeto Escolas Conectadas, iniciativa do ProFuturo, programa de educação global da Fundação Telefônica Vivo e Fundação ”la Caixa”, promovendo a inserção dos educadores na cultura digital e estimulando o desenvolvimento de competências do século XXI nos alunos.

A rede municipal de ensino de João Pessoa (PB), a rede estadual da Paraíba e a rede do Estado do Espírito Santo e cada uma destas secretarias trouxeram as suas experiências locais para mostrar como o projeto Escolas Conectadas traz diferentes impactos positivos para seus sistemas educacionais. O Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) é o parceiro-executor nesta articulação. Confira!

Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo

A parceria “tem propiciado a apropriação tecnológica nas escolas que participam das ações formativas, acrescentando e aprimorando a prática pedagógica dos profissionais de educação”, afirma Valéria Gon Zortéa, Assessora Especial de Tecnologia Educacional da secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo.

“Acreditamos que isso se deu, em parte, por causa da seleção dos cursos na plataforma que nossa equipe fez, para alinhar os cursos com as metas definidas pelo Plano de Inovação e Tecnologia das nossas escolas”, completa Valéria. “O planejamento dos cursos considera o tempo escolar. Por meio de calendário digital, permitimos aos profissionais da educação organizarem a sua participação nos cursos separando-os por tema, data, carga horária e formato”, revela.

Os professores da rede estadual de Educação do Espírito Santo foram beneficiados por meio da parceria com a Secretaria de Estado da Educação no Programa Sedu Digital. Entre 2016 e 2019, já foram mais de 36 mil inscrições de profissionais da rede estadual e municipal. Entre os destaques, estão os cursos Inova Escola – Espaços Diferenciados e Mudanças de tempos e espaços para a inovação pedagógica.

“Muito interessante a proposta do curso de Espaços Diferenciados, que nos leva a querer fazer diferente, pensar em novas possibilidades e tentar outras estratégias. Certamente levarei todas as dicas ensinadas para as minhas práticas. Finalizo essa experiência com vontade de participar de mais cursos e aprimorar cada vez mais meu conhecimento”, afirmou em boletim do Sedu a professora Cinara de Melo, que atua na cidade de Cariacica.

Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba

“Iniciou-se uma mudança na relação da escola com a comunidade e a construção de uma rede colaborativa entre as escolas da rede, que passaram a ter um padrão administrativo e pedagógico e a apresentar redução nos índices de reprovação e evasão, além de aumento no número de alunos aprovados em processos seletivos acadêmicos”. É assim que Cristiane Costa da Silva explica a parceria com o projeto Escolas Conectadas.

Desde 2016, “a rede experimentou uma melhora significativa na administração escolar e na abordagem pedagógica”, afirma a coordenadora operacional do Projeto Educação Paraíba Conectada.  As formações foram direcionadas às cidades de Campina Grande e Souza, nas quais cerca de três mil professores participaram dos cursos, diz Cristiane. Entre os módulos escolhidos, estavam “Grandezas e medidas: explorar para compreender” e “Alfabetizando na diversidade”. A não-proficiência de Português e Matemática, principalmente nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, foi um dos motivos da escolha pelos cursos.

A parceria também ajudou as instituições de ensino de João Pessoa no ‘Prêmio Escola Nota 10’. Instituído pela Lei Municipal nº 11.607, de 23 de dezembro de 2008,  o prêmio incentiva a melhoria da educação por meio de bonificação financeira e reconhece o trabalho de professores pela melhoria da qualidade na educação.

A iniciativa avalia o desempenho de aprendizagem dos estudantes e compreende áreas como Gestão Escolar, Desenvolvimento de Projetos Interdisciplinares e Formação Continuada dos Profissionais do Magistério. Os docentes que fizeram os cursos do Escolas Conectadas foram premiados, o que indica a contribuição da parceria em suas práticas pedagógicas.

“Entre 2016 e 2018 foram matriculados nos cursos aproximadamente 6,3 mil professores. Todos foram bonificados pelo Prêmio Escola Nota 10”, afirma Adilsa Maria Gadelha Marques, Diretora do Centro de Capacitação dos Professores em Educação (CECAPRO).

“A parceria é um grande incentivo para os professores, que ficam estimulados a buscar atualização e capacitação profissional devido às grandes mudanças que estão acontecendo na educação. Vários professores da nossa rede já fazem os cursos livres da plataforma pois estão sempre buscando atualização profissional”, diz Cristiane.

Secretaria Municipal de Educação e Cultura de João Pessoa (PB)

Adilsa Maria Gadelha Marques, Diretora do Centro de Capacitação dos Professores em Educação (CECAPRO), da rede municipal de Educação, diz que a parceria iniciada em 2016 “deu chance para integrarmos estratégias para melhorar a qualidade do ensino público na cidade, discutindo a recolocação do papel do professor, o letramento digital e as múltiplas possibilidades de inovação no fazer pedagógico”.

“As formações que trabalhamos durante esses três anos de parceria compuseram 40 horas de formação continuada/ano para cada educador que fez os cursos”, conta. Temas variados foram escolhidos para compor a carga horária, “o que proporcionou uma diversidade nos cursos trabalhados e uma gama de possibilidades de discussões nas escolas”, diz a especialista.

Para Adilsa, as formações do Escolas Conectadas permitem que professores criem, por meio de práticas pedagógicas inovadoras, um ambiente virtual que estimule o desenvolvimento de competências do século XXI nos estudantes.  

Saiba mais sobre o Projeto Escolas Conectadas aqui!


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